sexta-feira, 31 de julho de 2015

6 formas para fazer seu cliente se apaixonar por sua marca

Dicas de Empreendedorismo 

Criar uma imagem forte, bem cuidada e produzir conteúdos de qualidade são alguns passos para cativar seus clientes.
Por Rafael Farias Teixeira - 18/02/2014


Como em um relacionamento de verdade, uma paixão entre empresa e cliente depende muito mais do que apenas o primeiro encontro. Hoje em dia, não basta que alguém conheça sua marca. Ela precisa ser forte e encontrar uma forma de estar presente no dia a dia dos consumidores. 

Por trás da construção dessa paixão, há um forte trabalho de branding, que se apoia muito na intimidade, velocidade e amplitude das mídias sociais. A empresa australiana de design de marcas ONE DEEP DESING criou um infográfico que mostra alguns dados sobre a importância de um trabalho como esse. 

Reunindo esse monte de números, a empresa listou seis formas para fazer seus clientes se apaixonarem pela sua marca. Depois da lista, você encontra o gráfico original, em inglês, com as fontes de todos os dados.

1. Ofereça um atendimento de primeira

Não adianta ser medíocre: sua empresa precisa tratar seu cliente da melhor forma possível. Para 73% dos consumidores, o atendimento amigável determina o amor por uma marca. E não pense que os custos serão um problema: 55% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por uma experiência de consumo melhor. O mais importante é lembrar que 89% deles pararam de fazer negócios com empresas que os trataram mal.

2. Dê um tapa no visual

Sim, os consumidores julgam as marcas pela capa – ou melhor, por seus sites. Este é o primeiro critério para definir a credibilidade de uma empresa para 46% das pessoas. Além disso, 90% das compras são feitas baseadas em fatores visuais.

3. Crie conteúdo de sustância

Conteúdo de qualidade é o terceiro principal motivo para pessoas seguirem empresas nas mídias sociais. As publicações e a proximidade de cada marca com seus clientes por meio dessas ferramentas também ajuda na hora de determinar uma compra: 67% dos usuários do Twitter, por exemplo, estão mais inclinados a comprar de marcas que eles seguem.

4. Abuse das emoções

Criar uma marca forte pode envolver vários passos virtuais. Isso não significa que ela precisa ser distante ou impessoal. Explore as emoções em cada estratégia para se conectar de forma mais humana com seus clientes. As emoções são a base para 75% das experiências de consumo.

5. Fique de olho no seu histórico e surpreenda

Três de cada quatro consumidores gastam mais com marcas com as quais tiveram experiências positivas anteriores. Fique de olho para não escorregar e mantenha um histórico do que a empresa já realizou de positivo. E sempre que tudo parecer rotineiro, surpreenda seus clientes fieis com algo novo.

6. Escute – mesmo – seus clientes

Não adianta ter diversos canais de comunicação com seus consumidores e não usar as opiniões deles para melhorar sua empresa de alguma forma. Aproveite aquelas que são interessantes e divulgue as críticas construtivas – positivas ou negativas. Adicionar depoimentos de clientes no site de uma empresa pode aumentar as vendas em até 250%.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Técnicas Caseiras de Dry Aged


Carne
Aprenda como preparar carne maturada a seco (dry aged) em sua casa

Imagine um prato com um delicioso, macio e suculento bife acompanhado por um copo de um vinho tinto, soa como felicidade pura, não? 

26/02/14 - por Equipe BeefPoint



Cozinhar e temperar a carne bovina pode alterar seu sabor de forma significativa. Entretanto, existem outras formas pelas quais você pode garantir que a carne tenha o melhor sabor. Um desses métodos de transformação da carne bovina e adição de sabor a ela é naturalmente maturando-a a seco. Se você já saboreou um bom bife maturado a seco, sabe como ele é saboroso e macio.

Então, o que é exatamente maturação a seco e como isso muda o sabor e a textura da carne?

Quando maturamos a carne a seco estamos essencialmente criando condições que permitem que a carne seja quebrada por enzimas. As enzimas na carne quebram o tecido muscular, resultando em uma textura e um sabor melhores. Para fazer isso, porções de carne são deixadas descansando em temperatura e umidade cuidadosamente controladas.

Nos açougues, a carne é pendurada em refrigeradores ou colocadas em uma superfície para secar por semanas. Isso normalmente é feito por várias semanas ou até meses para permitir que as enzimas quebrem o colágeno que segura as fibras musculares juntas e tornam a carne dura. Devido ao processo de maturação a seco e à quebra do colágeno, você ficará com uma proteína mais macia que tem maravilhosos sabores concentrados. Por outro lado, forma-se uma “crosta” dura com alguma quantidade de crescimento de fungo na superfície da carne. Essa é removida quando a carne é preparada para cozimento.

Embora possa parecer deliciosa, você precisa desembolsar muito dinheiro para ter essa carne maturada e macia. Os preços da carne maturada a seco são altos nos cardápios das churrascarias. Com um terço ou mais do peso perdido na forma de umidade, a carne maturada a seco não está prontamente disponível nos supermercados.

Então, o que você faz quando quer ter uma carne bovina maturada a seco suculenta e macia?

Você pode simplesmente tentar fazer isso em casa.

Dicas para maturar carne a seco em casa:

Escolha um corte grande de carne

Cortes grandes de carne, como bife de costela ou porterhouse são os melhores para maturação. Maturar bifes individuais não é uma boa ideia, à medida que você precisará tirar uma porção substancial do exterior da carne quanto estiver maturada. Além disso, há também um encolhimento, causado pela perda de umidade. Em vez disso, compre uma costela com a capa de gordura intacta. Cortes com osso são os mais usados nos EUA, pois reduzem a perda no processo de “limpeza” pós maturação.

Envolva-a em pano de algodão

Desembrulhe a carne e lave-a bem. Não tire a gordura da superfície. Ao invés disso, envolva o pedaço de carne com duas a três camadas de pano de algodão (pano de queijo). O pano de queijo permite que a carne respire e perca sua água durante o processo de maturação. Algumas pessoas também sugerem polvilhar um pouco de sal antes de embrulhar a carne. Você pode mudar o pano de queijo ou simplesmente desembrulhar e então re-embrulhar com o mesmo pano para evitar que as fibras do mesmo penetrem na carne durante o processo de maturação.

Coloque-a em uma prateleira

A carne tem que ser colocada em uma prateleira. Você pode escolher uma grade ou uma superfície de aço para elevar a carne. Não a mantenha em um prato, à medida que a parte da carne que fica em contado com o prato não fica maturada adequadamente.

Mantenha-a na geladeira

Coloque a grelha com a carne na parte de trás da geladeira, que é mais gelada. Você precisará de muito espaço no refrigerador para manter o enorme pedaço de carne. Além disso, o cheiro da carne pode ser um pouco demais para suportar e pode permear em outros alimentos. Para evitar isso, você pode precisar limpar a geladeira e remover os alimentos durante o tempo em que está maturando a carne. Se possível, uma mini-geladeira que seja dedicada à maturação da carne funciona bem para evitar a transferência de aromas.

Tenha muita paciência

Refrigere a carne por 7 a 20 dias. Alguns dizem que você pode maturar carne bovina a seco por cerca de 40 a 50 dias para realmente ter sabores intensos. A temperatura deveria ser idealmente de 1,5oC e a umidade deveria ser de cerca de 85. Você pode colocar um termômetro na geladeira para checar a temperatura. Evitar abrir e fechar a geladeira muitas vezes para dar uma “espiada”, à medida que é necessário um fluxo constante de ar em toda a carne para evitar contaminação com bactérias. Alguns também sugerem o uso de um pequeno ventilador dentro da geladeira para permitir que o ar circule.

Remova a camada externa

Uma vez que a carne esteja pronta, desembrulhe-a. A carne seca tem uma cor mais escura e seu exterior é coriáceo e resistente. Use uma faca afiada para remover a camada mais externa e o mofo. A camada interna é macia e de cor marrom. Fatie os bifes na espessura que você gosta.

Bifes bem maturados têm um sabor maravilhoso e complexo. Outra forma de maturar a carne bovina é o método de maturação úmida, que é mais popular e comumente usada. A carne é colocada em um saco selado a vácuo, que ajuda a reter sua umidade. A umidade é retida no saco e a carne é maturada em seus próprios sucos. Apesar de isso evitar perda de umidade e peso da carne, não fornece os sabores concentrados da carne maturada a seco.

Esse vídeo é muito instrutivo para a preparação caseira (Em Inglês)




FONTE: http://www.beefpoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-do-boi/aprenda-como-preparar-carne-maturada-a-seco-dry-aged-em-sua-casa/

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dry Aged

Carnes
Processo Dy Aged

Para os carnívoros de plantão, vale a pena conhecer o processo "dry aged", técnica pela qual a carne repousa durante semanas ou meses, em temperatura e umidade controlada. Em resumo essa decomposição controlada deixa a carne mais saborosa e macia.

Esse método antigo e muito consagrado nos restaurantes de Nova Iorque está virando febre no Brasil onde o consumidor descobriu os prazeres que o dry aged proporciona.

E eu fui conhecer de perto essa maturação a seco com Rogério Betti, da Debetti Dry Aged, empresa especializada neste processo. Além da explicação e do vídeo super bacana também pude saborear um belo steak preparado pelo próprio empresário.


FONTE: http://theroyalman.com/processo-dry-aged/

sexta-feira, 24 de julho de 2015

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Guinness, a minha predileta!!!

Cerveja
Compartilhando a minha paixão

A Guinness é uma cerveja irlandesa cuja história teve início em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e começou a produzir sua cerveja. Em 1862 adotou a Harpa irlandesa como símbolo.
Com quase 300 anos de história, a cerveja Guinness é produzida com a mesma composição: malte irlandês, água de Dublin, lúpulo e levedura.

A cerveja Guinness é produzida localmente em 55 países e comercializada num total de 155 países, possuindo 80% de participação no mercado mundial de cerveja preta. Ao redor do mundo, 170 mil pubs consomem 10 milhões de copos (pints) de Guinness diariamente.
Guinness é a sexta cervejaria do mundo, proprietária das marcas Harp, Kilkenny, Red Strip, Kaliber e participante de fusões com cervejarias locais ao redor do mundo. Suas vendas chegam a de 2,7 bilhões de litros de cerveja por ano.

Minha vida na Cozinha

De lamber os dedos!
Um pouco da minha história...


O ramo da gastronomia abrange várias áreas como a culinária e seus rastros culturais, as bebidas, a história e muitas outras. Mas sempre me perguntei: Por que nunca falam da sua relação com a alma e o destino? Parece um pouco sem nexo para quem está de fora, porém, para quem senti o que eu sinto, logo perceberá onde eu quero chegar. Por que será que Deus escreve certo por linhas tortas?

Lembro-me como se fosse hoje. O final do ano chegava e já sabia o meu destino, uma cidadezinha do interior do Mato Grosso do Sul chamada Caracol. Assim que eu pegava a estrada com a minha mãe já ia imaginando o que eu ia fazer assim que pisasse naquela terra, com aquele cheiro de fazenda, meio mato amadeirado, não sei se é isso, pois fica difícil até de pensar, afinal a alma dói... Aquele tempo não volta mais.

Assim que descia do carro, já ia correndo pelo pasto atrás das galinhas, porcos, carneiros, ou melhor, tudo que se movia na minha frente. Lembro que sempre chegava ao entardecer e somente no outro dia que iria começar as minhas aventuras. Abria os olhos, eram quase seis horas da manhã, mal me levantava e já me agarrava a um copo e partia em direção ao curral, onde meu tio estava tirando leite. Isso era automático, era mais forte que eu. Vontade incontrolável de tomar leite direto da fonte!
 Eu, no molde de um pequeno curioso, fazia de tudo naquela fazendo maravilhosa, mas o que mexia com a minha alma, com certeza, era ficar ao lado da minha tia, com o umbigo grudado no fogão à lenha, parecia imã. Fazíamos queijos, doces, matávamos galinha, porco, vaca, pescava, caçava. E a alma acabou de doer de novo... Lembro-me de uma galinha correndo a quase cem quilômetros por hora, era a galinha que eu girei o pescoço com toda força do mundo, na ânsia de matá-la e, quando a soltei, com a certeza de dever cumprido, me enganei feio, pois ela parecia mais viva que nunca (risadas).

Entretanto, a cena que realmente me marcou foi que tudo o que eu comia era seguido do leve toque da minha boca nos meus dedos e que eu repito incontrolavelmente há quase trinta anos. E quando me perguntam onde foi que começou a minha paixão pela gastronomia, sempre me vem várias respostas, mas hoje, sentado aqui na frente do computador, me veio à verdadeira resposta. Nasceu do ato de lamber os dedos.

Já fiz de tudo um pouco! E hoje, como chefe de cozinha, sinto que ainda não fiz nada, nem ao menos amadureci, pois na cozinha agimos como verdadeiros homens sem deixar de lado o espírito de criança. Nunca paramos de sonhar, de almejar algo novo, de tentar arrancar um sorriso de um cliente. Com isso tenho a certeza que conheço a minha história, sei como aconteceu, sei como está acontecendo, mas só não me pergunte do futuro, pois a cada dia escrevo uma página nova na minha história.

Ai eu me pergunto: você conhece a sua história? Conhece a receita do seu presente? Ou a medida exata para um futuro de sucesso? Reflita, sorria, viva e cozinhe muito.

Marcílio Galeano

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Gostinho do Brasileiro

Pensando em abrir um restaurante? 
Conheça 6 curiosidades sobre os gostos gastronômicos dos brasileiros 
24 de Juno de 2015







FONTE: http://gestaoderestaurantes.com.br/blog/index.php/2015/06/24/pensando-em-abrir-um-restaurante-conhea-6-curiosidades-sobre-os-gostos-gastronmicos-dos-brasileiros/

sexta-feira, 17 de julho de 2015

As Diferenças Entre Tereré e Chimarrão


A erva mate (ilex paraguariensis) é conhecida principalmente por seu consumo em dois tipos de bebida, o chimarrão, também conhecido como mate, e o tereré, que nós chegados, chamamos de Teras. Apesar de utilizar a mesma erva e técnicas parecidas de preparo, as duas bebidas possuem algumas características próprias. 

Chimarrão & Tereré

Tanto o chimarrão quanto o tereré são bebidas típicas da região sul da América do Sul, oriundos da região entre Paraguai, Argentina e Brasil mas hoje essa cultura já é conhecida em vários cantos do país, sendo o Rio Grande do Sul conhecido fortemente pelo consumo do chimarrão e o estado de Mato Grosso e mato Grosso do Sul pelo consumo do tereré. O termo "chimarrão" é utilizado no Brasil, sendo que em regiões de idioma castelhano chama-se "mate". 


Temperatura
A principal diferença começa pela temperatura, o tereré é consumido com água gelada, enquanto o chimarrão é consumido com água fervida. Por ser uma bebida gelada e refrescante o tereré é muito consumido em regiões mais quentes e o chimarrão em regiões em temperaturas mais baixas como o sul do Brasil e na Argentina.

Garrafa Térmica

A garrafa mais encontrada para o consumo de chimarrão é a térmica de alumínio de 1 litro com bico fácil para fechar e manter a temperatura. Há também quem prefira utilizar garrafas como as de café e percebe-se que não são garrafas tão grandes já que a bebida não se consome muito rápido como o tereré. Para o consumo do tereré utiliza-se variadas garrafas térmicas, desde pequenas de 1 litro até grandes de 5 litros, a maioria possui uma alça para ajudar a levantar essas garrafas grandes. 

Sabor

Ambas bebidas mantêm o sabor da infusão da erva, porém o tereré você ainda consegue sentir mais forte o sabor amargo. Conforme o consumo do chimarão, logo se acostuma com a temperatura e o sabor do mate.

Erva

A planta que dá origem a ambas as ervas é a mesma, ilex paraguariensis, mas facilmente consegue-se distinguir uma da outra, sendo a erva de tereré com folhas mais grossas e presença de gravetos e a erva do chimarrão muito bem trituras quase em forma de pó.

Cuia ou Guampa

A cuia ou guampa, é o nome dado ao recipiente que colocamos a erva e a bomba para o consumo. A cuia é usada no chimarrão, é um copo  de várias medidas diferentes mas sua característica fica na circunferência redonda próxima a base que até facilita no manuseio. A cuia tem sua forma específica pois  é o formato mais adequado para posicionar a erva da maneira correta. A guampa, é um copo normalmente feio com chifre de boi, por isso tem uma forma curvada, porém diferente da cuia, outros copos podem ser usados para o tereré, como copos de plástico e alumínio por não ser tão frágeis.


Fonte: http://www.blogdoteras.com/2013/06/diferenca-erva-chimarrao-mate-terere.html?m=1

quarta-feira, 15 de julho de 2015

De Urtiga a Flores

Conceito
Chefs adotam plantas incomuns na cozinha
DANIELLE NAGASE
DE SÃO PAULO  27/06/2015  14h00


A má fama da urtiga é grande. Quem vem da roça adora contar "causos" do estrago que a danada faz na pele. Mas ela não é de todo ruim.

Experimente empanar as folhas com ovo e farinha de rosca. Frite e coma sem medo — se queimar a boca, a culpa é do óleo quente, já que a planta perde o poder irritante depois de cozida. Fica com gosto de peixe. Inusitado?

Pois a urtiga e outras 350 espécies estão listadas no livro "Plantas Alimentícias Não Convencionais no Brasil", lançado pela editora Plantarum em 2014. Em 768 páginas, Valdely Kinupp e Harri Lorenzi falam sobre elas, as Pancs, não necessariamente desconhecidas, mas nem sempre vistas como alimento.

Mil-folhas de lírio-do-brejo, do restaurante Maní


São espécies rústicas, que não necessitam de trato no cultivo e podem brotar espontaneamente em terrenos baldios. Não raro, são confundidas com ervas daninhas.

"Muito do que é tido hoje como não convencional já foi consumido no passado e, por algum motivo, o hábito se perdeu. O objetivo é resgatar esses sabores e driblar a monotonia à mesa", prega Kinupp.

Foi batendo na tecla dos novos sabores que o pesquisador fisgou a atenção de chefs como Helena Rizzo, do Maní. Apresentou-lhe o lírio-do-brejo, que logo virou sorvete.

Peixe com tucupi, tapioca, jambu e flores, do D.O.M.

"Foi uma descoberta e tanto. A raiz lembra gengibre e a flor, perfumadíssima, parece jasmim", diz Helena, que cata a espécie toda vez que vai para o litoral. "Tem aos montes na beira da estrada."

A chef conta com fornecedores do lírio-do-brejo para os preparos no restaurante. Mas o fato de as Pancs terem baixa popularidade e não serem cultivadas em larga escala —qualidades que as definem, diz Kinupp— faz com que a sua oferta seja pequena também.

Pensando nisso, Ivan Ralston, do Tuju, resolveu cultivar a própria horta no restaurante, com cerca de 200 espécies. "Plantamos o que não encontramos no mercado."

Ali florescem beldroega, espinafre-da-nova-zelândia, feijão-guandu e outras espécies que dão personalidade aos pratos da casa.
O chibé de Alex Atala leva frutos do mar, farinha de tapioca, ora-pro-nóbis e flores

Uma das receitas, por exemplo, é o Buquê de Pancs, com alface romana servindo de cesta para folhas de caruru, tatsoi, ora-pro-nóbis, capuchinha, trevo-roxo e espécies comuns, como chicória. Para comer com as mãos.

No Esquina Mocotó, a capuchinha também vem da horta própria e vira comida nas mãos de Rodrigo Oliveira —a folha dá graça à receita do pirarucu com cuscuz de farinha uarini e castanha-do-pará.

Já o chef Alex Atala usa no restaurante D.O.M. plantas como ora-pro-nóbis —no prato amazônico chibé, que leva frutos do mar e farinha de mandioca.

Beterraba defumada com coalhada e folha de caruru, do Tuju

Apesar do pouco mercado, também é possível levar Pancs para casa em São Paulo. O projeto Muda (Movimento Urbano de Agroecologia) organiza a venda de espécies todos os domingos na feira orgânica do shopping Villa-Lobos.


"Tem muita gente que não compra Panc porque não faz ideia do que fazer com aquilo. Nosso trabalho é, além de oferecê-la, orientar seu preparo", diz Guilherme Ranieri, educador ambiental do Muda e autor do blog "Matos de Comer".

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2015/06/1647945-de-urtiga-a-flores-chefs-adotam-plantas-incomuns-na-cozinha.shtml

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Um sonho em forma de Gelato

Dicas
Simplesmente o melhor da cidade Morena

 Nossa História

O desejo de viajar pelo mundo e de conhecer outras culturas sempre esteve presente em nossas vidas, alimentando sonhos e planos durante o período em que estávamos na universidade. Com o diploma em mãos, era tempo de realizar tais sonhos.

Após algum tempo de trabalho conseguimos recursos para estudarmos por um ano na Inglaterra e, é claro, viajar por toda a Europa, de mochila nas costas, conforme havíamos planejado.


Nessas andanças, a Itália foi o país que mais nos impressionou, pela beleza de suas cidades, em que a história está em cada esquina, pelo povo “latino” (com jeito mais próximo do brasileiro) e, principalmente, pela incomparável gastronomia.

A cada cidade que visitávamos tínhamos a oportunidade de provar deliciosas massas e pizzas, sempre acompanhadas de um bom vinho, combinações que fazem a merecida fama daquele país. A grande descoberta da viagem, contudo, foi o gelato italiano, verdadeira paixão, pelo sabor incomparável não encontrado em terras brasileiras.

Ao regressarmos ao Brasil, tivemos a idéia de trazer para nossas terras o sabor do gelato italiano, afinal de contas, aquele sabor inconfundível experimentado na Itália havia ficado a milhares de quilômetros de distância.

Há cerca de um ano, decidimos levar adiante esse projeto. Para tanto, retornamos à Itália para descobrir os segredos dos grandes mestres sorveteiros, em busca de expertise e do melhor sabor de gelato, que encontramos em Florença, na gelateria Santa Trinita, localizada defronte à ponte de mesmo nome que atravessa o Rio Arno.

Esse sabor incomparável de gelato, que descobrimos em Florença e que inspirou o nome de nossa gelateria, chama-se “sesamo fondant”. Sésamo significa gergelim e o fondant é um chocolate especial derretido que se mistura ao gelato de gergelim para conferir um sabor inigualável.

A Sésamo Gelato oferece a oportunidade de desfrutar, em Campo Grande, dessa receita e de outras tantas, obtidas com os melhores mestres sorveteiros da Itália, sem a necessidade de atravessar o oceano, como o fizemos um dia, para saborear essa experiência marcante do gelato italiano.


Nosso Gelato 

Em italiano, Gelato significa “congelado”. Entretanto, para todos aqueles que estiveram na Itália, gelato significa muito mais. Para que todos aqueles que visitarem nossa loja também entendam esse significado maior, fomos à Itália descobrir os segredos dos grandes mestres sorveteiros e trazer para você o verdadeiro gelato italiano.

Nosso gelato é considerado puro, pois apresenta algumas características peculiares, como a produção diária em pequenas quantidades, que garante um produto sempre fresco, assim como menor quantidade de gordura (apenas 4 a 8 % de gordura, contra os 15 % do produto industrial), permitindo que o paladar sinta o verdadeiro sabor dos ingredientes.

Aqui, na Sésamo, não utilizamos gordura trans nem gordura hidrogenada. A única gordura encontrada é a do próprio leite tipo A e a do creme de leite fresco. Também não introduzimos  ar extra no gelato.


Ademais, nosso gelato não é tão gelado quanto os convencionais. Por ser um creme de intenso sabor e matematicamente equilibrado com ingredientes selecionados e importados da Itália, podemos dizer que, literalmente, “o gelato não é gelado”.

Localização - Rua Antônio Maria Coelho, 3443
Jardim dos Estados CEP 79020 210
Campo Grande MS, Brasil
Contato: (067) 3211-1386

sexta-feira, 10 de julho de 2015

O Mercadão da Cidade Morena

Mercadão Municipal resguarda identidade histórica e cultural de MS
Quinta-feira, 21 de Outubro de 2010     Escrito por: Lucas Junot 

Um dos símbolos da história de Campo Grande, o Mercadão começou a ser construído em 1957 e foi inaugurado no dia 30 de agosto do ano seguinte. Originalmente uma “feira livre”, até a década de 50 o mercadão municipal cerceava uma grande área entre a avenida Afonso Pena e a rua Sete de Setembro, ao longo dos trilhos da ferrovia Noroeste do Brasil. A primeira feira municipal da Cidade Morena, anos depois mudou-se para rua Antonio Maria Coelho, abrindo espaço para o início do Mercadão.

Em 2006 o antigo espaço foi revitalizado, o estacionamento foi ampliado, foram instaladas luminárias, além da reforma do telhado, que estava degradado pelo tempo. O Mercadão Municipal de Campo Grande representa, sobretudo, um eixo com a identidade histórica e cultural de uma cidade, de um estado, de um povo.

 Mercado Municipal Antonio Valente  Foto: Deurico/Capital News

Variedades de produtos gastronômicos, de artesanato, ervas medicinais, bebidas típicas, além da peixaria, que oferece aos domingos um disputado peixe assado, concentram no mesmo espaço modernidade e tradicionalismo. O local, que abriga diversidade de sabores, cheiros e cores, emprega cerca de 600 funcionários.

“Mercadão Municipal Antônio Valente”, assim é chamado o ponto turístico e marco comercial da história da capital do estado, que homenageia em seu nome o doador do terreno à prefeitura. No começo as mercadorias eram oferecidas sobre mesinhas e com tempo as bancas foram evoluindo.

As antigas mesinhas evoluíram para as bancas de aço  Foto: Deurico/Capital News

Jaqueline Pedrosa, de 25 anos, trabalha no mercadão há sete anos como gerente de uma das barracas de pastel mais tradicionais do local, ela afirma que gente de vários lugares vem conhecer os sabores sul-mato-grossense e para isso, segundo ela, o mercadão é parada obrigatória. “Vem muita gente de fora, gente de muito longe, ficam espantados com as combinações, mas adoram o sabor, tiram fotos do cardápio, simplesmente adoram”, disse.

Jaqueline Pedrosa, de 25 anos, trabalha no mercadão há sete  Foto: Deurico/Capital News

No mercadão é oferecida uma variedade gastronômica imensa e até curiosa. Pastéis de avestruz, guariroba, pequi, carne seca, queijo, paçoca, jacaré e até de feijoada. Jaqueline revela que, em média, são vendidos cerca de 600 pastéis por dia, mas que esse número chega a dobrar, apenas na banca em que trabalha.

Crislene, de 17 anos, trabalha há apenas oito meses no mercadão, mas já aprendeu os segredos de um produto muito importante para a cultura do Mato Grosso do Sul e da região, a erva mate. Os pioneiros no uso da erva mate foram os índios Guarani, que habitavam a região definida pelas bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai. “A erva tem suas aplicações de acordo com o tipo de paladar. Quanto mais grossa for a erva, mais suave será o sabor. Existem hoje ervas com sabor de menta, abacaxi, boldo e até tutti-frutti”, explica.

Crislene, de 17 anos, trabalha há apenas oito meses no mercadão  Foto: Deurico/Capital News

Dos 52 anos de idade do mercadão, Paulo Nakasato, de 67 anos, vive há 30 a rotina do local. Ele vende diversos tipos de doces. “Há 30 anos tiro meu sustento daqui, vendo meus docinhos e adoço a vida das pessoas, são todos típicos e produzidos aqui”, enfatiza. De acordo com ele “o doce daqui é o melhor”.

Paulo Nakasato, de 67 anos, vive há 30 a rotina do local Foto: Deurico/Capital News

Quem vai ao mercadão municipal se depara com uma maioria de comerciantes descendentes japoneses, mas há também muitos portugueses e paraguaios. Em um dos corredores está Teresa Japonesa, como gosta de ser chamada. Há 24 anos no mercadão, Dona Teresa vende ervas medicinais para quase todos os fins. Diabetes, pressão alta, gastrite, entre outras enfermidades, ela garante: “tudo se cura com a natureza”. “Eu gosto muito do meu trabalho, gosto de poder ajudar as pessoas e tenho que olhar pra dentro delas para poder indicar a erva certinha”, revela.

Há 24 anos no mercadão, Dona Teresa vende ervas medicinais  Foto: Deurico/Capital News

Maria Martins, de 65 anos de idade, comprava queijo no momento da reportagem e disse à reportagem do Capital News que freqüenta o mercadão há cerca de 40 anos. “Venho toda sempre comprar aqui, porque encontro os produtos caipiras que gosto, todos de muita qualidade e produzidos no nosso estado, aqui tem muito dos nossos costumes”, declarou.

Maria Martins, de 65 anos de idade, freqüenta o mercadão há cerca de 40 anos Foto: Deurico/Capital News

De acordo com a assessoria de imprensa da Associação dos Comerciantes do Mercado Municipal de Campo Grande (Associmec), normalmente, cerca de duas mil pessoas passam pelo local diariamente, o controle é efetuado pelo estacionamento, com capacidade para 160 veículos.

Do lado de fora do local, na Praça da República, Mato Grosso do Sul evidencia a sua identidade cultural indígena. Há mais de 20 anos as índias Terena comercializam artesanatos e produtos agrícolas das aldeias Cachoeira, em Miranda e Limão Verde, em Dois Irmãos do Buriti. 

Vanda Terena, vice presidente da associação indígena, conta que a feira gera receita para cerca de 100 famílias. “Nossos produtos são bastante procurados pelo povo daqui e pelos turistas, eles adoram a guavira, o pequi, o maxixe, o quiabo, gostam de tudo e levam bastante”, enfatizou.

Vanda Terena  Foto: Deurico/Capital News

Frutas e verduras, que parecem pintadas à mão, decoram as bancas como uma obra de arte, farináceos milimetricamente dispostos em sacos que parecem equilibrar-se, vidros de pimentas coloridas, arrumados lado a lado formando uma obra de arte abstrata, infindáveis produtos reunidos dentro de um grande galpão, um grande baú que resguarda a cultura do povo sul-mato-grossense.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Até o Feijão Japonês é Melhor

Feijão azuki: o que é?
por Beatriz Helena



Sempre presente na alimentação dos japoneses, o feijão azuki é uma leguminosa ainda mais nutritiva que o feijão convencional, chamado de carioquinha. Utilizado em saladas, sopas e doce pelos orientais, o ingrediente, além da cor vermelha e do sabor ameno, também traz benefícios para a saúde.

Propriedades do feijão azuki

Rico em proteínas, fibras, ferro, potássio, zinco e vitaminas do complexo B, o feijão azuki age como estimulante do sistema imunológico, contribui para a formação óssea,controla a pressão alta, diminui os índices de derrame, facilita a digestão, regula a pressão alta, controla o excesso de açúcar no sangue, diminui a retenção de líquidos e combate pedras nos rins e na vesícula.

Benefícios do feijão azuki

Rico em potássio, o feijão azuki controla a pressão alta e, assim, diminui a incidência de derrames. Além disso, por ser facilmente digerido devido seu baixo índice de fermentação, o ingrediente regula a hipertensão e ainda controla a liberação de açúcar no sangue – ação que provoca a diabetes.

Tido como diurético natural, o feijão utilizado pelos orientais melhora o funcionamento dos rins e combate problemas como pedras na vesícula, portanto, é considerado um alimento diurético.

Valores nutricionais
60g de feijão azuki contém:
210 calorias;
40 g de carboidratos;
12 g de proteínas;
0 g de gorduras;
5 g de fibra;
4,8 g de sódio;
88 mg de cálcio;
82 mg de ferro;