sexta-feira, 29 de maio de 2015

Diferença: Ervas aromáticas, Bouquet Garni & Ervas de Provence

Ervas para animar o seu dia
Ervas aromáticas


História

Desde a Antigüidade os povos já usavam ervas para preparar alimentos. Elas eram utilizadas por causa do seu valor medicinal, para seguir tradições religiosas e também para sobrepor o gosto ruim de alimentos semi-estragados. Com o passar do tempo, os povos começaram a fazer contato uns com os outros, ampliando assim seus conhecimentos. Os romanos, por exemplo, introduziram alecrim, tomilho e segurelha na Europa Central e levaram salsa, manjericão e sálvia das colônias orientais.

Marco Polo estabeleceu um comércio com o Extremo Oriente, dando origem às grandes viagens dos exploradores às Índias e conseqüentemente à descoberta do continente americano. Das Índias foram trazidas, entre outras, a pimenta-do-reino, a baunilha e a noz-moscada, e, da América, espalharam-se pelo mundo a batata, o tomate e a cana-de-açúcar. Enquanto, na Idade Média, era moda colorir e decorar alimentos com flores comestíveis, nos dias de hoje o intenso intercâmbio comercial e as facilidades de viajar têm ajudado na divulgação de novos temperos no mundo todo.


O que são ervas
 
As ervas são partes de plantas que podem ser aromáticas, medicinais ou aromáticas e medicinais ao mesmo tempo. Também se faz distinção entre ervas secas ou desidratadas e frescas. Na secagem, evapora-se uma parte dos óleos essenciais, diminuindo assim o aroma das ervas. Os óleos essenciais, por sua vez, são misturas complexas de compostos vegetais exaltadas por certas plantas aromáticas. São produzidos nos diferentes órgãos vegetais, estando contidos em estruturas especiais ou em aparelhos secretores. Podem ser encontrados em raízes (por exemplo, raiz forte), folhas (manjericão), flores (camomila), casca de árvores (canela) e cascas de frutas (laranja).

As ervas são caracterizadas por seu conteúdo de ativos. Esses ativos são óleos essenciais, alcalóides, minerais, vitaminas e glicose, entre outros. Eles são os responsáveis pelo gosto, aroma ou ação terapêutica das ervas, dependendo da porcentagem em que estão presentes.

Como usar



As ervas aromáticas têm grande importância na culinária. Ramos inteiros ou partes picadas podem ser usadas para temperar os mais variados alimentos. Para melhor aproveitá-las, as ervas frescas devem ser adicionadas somente no final do cozimento; caso contrário, acabam perdendo os óleos essenciais. Também é comum utilizá-las como enfeite no prato ou até mesmo no drinque. Usadas sozinhas ou combinadas entre si, as ervas dão o último toque aos pratos. 

Embora existam muitas recomendações sobre qual erva combina melhor com um determinado alimento, elas não precisam ser necessariamente seguidas. Cada pessoa é livre para fazer suas próprias experiências e descobrir como encontrar os sabores que mais lhe agradam - em outras palavras, para criar ou dar seu toque pessoal na culinária.

Como armazenar ervas aromáticas


O melhor jeito de armazenar ervas é mantê-las, sob temperatura de 4 a 10ºC, acondicionas em sacos ou potes plásticos bem fechados. Ervas como dill, salsa crespa, salsa lisa, cebolinha, borago, cerefólio e estragão também podem ser congeladas inteiras ou picadas. Nelas, o aroma, os ativos e o aspecto físico são mantidos. A conserva com óleo e vinagre é outra opção. Nesse caso, os óleos essenciais passam para a solução, aromatizando-a por muito tempo. Por último, temos os patês, que são ervas ou outros condimentos misturados com óleo e sal.

Nem sempre é possível encontrar as ervas frescas durante todo o ano. Embora estas misturas gosto melhor utilizar ervas frescas, uma variação para cada receita, que utiliza ervas secas, também foi incluída. 

 Bouquet Garni
Bouquet Garni, o que significa molho de ervas, é tradicionalmente feito com uma mistura de louro, salsa, estragão e tomilho. Bouquet garni é um aroma clássico para adicionar a sopas, ensopados e molhos.

As ervas frescas são geralmente utilizados ao fazer um bouquet garni, mas secas vai funcionar bem se isso é tudo que está disponível. Uma mola ou dois de cada erva é usada e reunidos em um pacote pequeno com está vinculado, juntamente com corda ou barbante. Os pacotes são colocados em tempero do líquido de cozimento das receitas onde liberam suas qualidades aromáticas e perfumado para a refeição. O pacote de erva é retirada e descartada antes de servir o prato. 

 Bouquet Garni Receita utilizar ervas frescas:

• 1 folha de louro
• 2 talos de salsa
• 1 haste de estragão
• 3 hastes de tomilho

Bouquet Garni Receita Usando Ervas secas:


• 1 folha de louro
• 1 colher de sopa de salsa
• 2 colheres de chá de estragão
• 1 colher de sopa de tomilho



Ervas Finas


Ervas finas é uma mistura de ervas frescas picadas, que são usadas para o sabor dos ovos, queijos, saladas, sopas, ensopados e molhos. Ervas finas são mais comumente polvilhado em cima dos alimentos após ter sido cozida. Se as ervas secas devem ser substituídos, deverão ser adicionados ao prato enquanto ele está sendo cozido. O líquido de cozimento vai ajudar a reconstituir e liberar o aroma das ervas secas no prato.

Ervas Finas - Receita utilizar ervas frescas

• 1 colher de cebolinha fresca picada
• 1 colher de sopa de cerefólio fresco picado
• 1 colher de sopa de salsa fresca picada
• 1 colher de chá de estragão fresco picado



Fine Herbes Receita Usando Ervas secas

• 1 colher de chá de cebolinha
• 1 colher de chá de cerefólio
• 1 colher de chá de salsa
• 1 colher de chá de estragão


Ervas de Provence 


Os vegetais frescos, peixe, carnes de caça, sopas e guisados são apenas alguns dos pratos que podem ser aromatizadas com esse tempero mistura. Herbes de Provence é uma mistura do tempero que pode ser usado com ervas frescas ou secas. Se utilizar ervas frescas usar uma haste de cada erva e amarrá-los juntos em um pacote.  Se usar ervas secas 1 colher de chá lugar de cada erva para o centro de uma dupla camada de pano de queijo e amarre as pontas com um pedaço de corda.  Coloque o molho de ervas para o líquido de cozimento do prato que está sendo preparado, remover e descartar o pacote antes de servir.

Herbes de Provence Receita utilizar ervas frescas 

• manjericão
• flores de lavanda
• erva-doce
• alecrim
• tomilho

Herbes de Provence Receita Usando ervas secadas

•  folha de louro desintegrado
• sementes de aipo
• flores de lavanda
• manjerona
• salsa
• estragão
• tomilho

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Bife de Chorizo grelhado no azeite e acompanhado de purê de mandioca e mini cebolas glaceadas na cachaça e rapadura.

Receitando



Ingredientes:
Contra filé 900g
Sal vermelho hawaiano 15g (pode ser substituído por sal comum)
Pimenta do reino moída na hora 02g
Óleo de Soja 50ml

Purê de mandioca
Mandioca cozida 500g
Creme de leite fresco 100ml
Manteiga 80g
Sal e pimenta do reino a gosto

Mini cebolas glaceadas
Rapadura ralada 200g
Água 400ml
Cachaça de boa qualidade 50ml
Mini cebolas 300g
Manteiga 2 Colheres de sopa

Modo de Preparo:

Bife de Chorizo
Cortar o contra filé em 03 partes, fazendo 03 bifes altos de 300g.
Em uma frigideira, de preferência de ferro, aquecer o óleo e grelhar os bifes até dourar todos os lados.
Colocar os bifes em uma assadeira com um pouco de azeite, temperar com o sal e a pimenta do reino e finalizar no forno pré-aquecido, acima de 200 graus C.
Assar por 07 minutos. Sempre recomendo o ponto menos ou mal passado para esse corte, pois ela tende a secar se muito passada.

Purê de mandioca
Bater no liquidificador a mandioca cozida juntamente com o creme de leite até formar um creme liso e homogêneo.
Em uma panela acrescentar a mandioca batida, a manteiga e levar ao fogo.
Acertar o tempero com sal e pimenta do reino.

Cebolas Glaceadas na Rapadura
Levar ao fogo a rapadura, a água e a cachaça.
Deixar ferver para reduzir um pouco (cerca de 5 min.).
Juntar as mini cebolas e deixar cozinhar em fogo baixo, mexendo sempre, até o molho fique encorpado e a cebola esteja cozida.

Para servir escolher um prato da sua preferência, colocar o purê na base, sobrepor o bife de chorizo e finalizar com as mini cebolas. De um toque com uma erva da sua preferência, eu escolhi o alecrim.


Dica do chef O grande segredo para esse prato esta na escolha da sua carne, procure sempre açougues de boa procedência. Esse segredo vale para tudo que se faz na cozinha, por o sucesso da receita esta ligada diretamente na qualidade dos ingredientes. 

Serve 03 pessoas

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Povos Indígenas do Mato Grosso do Sul

Cultura do MS - Alguns aspectos Antropológicos

Por: Antonio Hilario Aguilera Urquiza - UFMS
De Campo Grande/MS
Fonte: Arquivo MCDB



Conheça um pouco da História relacionada aos Povos Indígenas do Mato Grosso do Sul


Quando os europeus chegaram à América, por volta do século XV, encontraram uma surpreendente diversidade de povos e culturas. Apenas no Brasil estima-se terem encontrado ao redor de mil povos distintos e uma população em torno de cinco milhões de pessoas, que, segundo o lingüista Aryon Rodrigues (Rodrigues, 1994), falavam pouco mais de 1.200 línguas.

Nestes 500 anos de colonização no Brasil, os povos indígenas foram quase dizimados física e culturalmente chegando a menos de 200 mil pessoas, ao redor da metade do século XX. Na atualidade é o seguimento populacional que mais cresce no país, (ABEP, 2005), com cerca de 700 mil indígenas, de 215 povos distintos, os quais representam cerca de 0,4% da população brasileira e falam 180 línguas distintas. Mesmo assim, apesar de uma perda de aproximadamente 85% das línguas nativas, o Brasil segue, ainda, com a maior diversidade linguística das Américas.

O maior desafio enfrentado pelos povos indígenas na atualidade, no Brasil, segue sendo a posse dos territórios tradicionais, base necessária para a sua sustentabilidade e autonomia e um dos fatores mais relevantes para explicar a persistência de elevados índices de pobreza e precárias condições de vida verificada entre muitos povos. O avanço sistemático da colonização sobre os territórios indígenas e seus recursos naturais é conseqüência da imposição histórica de um projeto de desenvolvimento monocultural, no âmbito dos Estados Nacionais.

A situação dos povos indígenas hoje, não só no Brasil, mas em diversos países da América Latina, traz marcas profundas desse mesmo projeto de desenvolvimento que se caracterizou, também, pela sistemática e planejada busca de superação da sociodiversidade, percebida, inclusive, pelos Estados Nacionais que aqui se implantaram, como um estorvo. Permanece no senso comum a noção equivocada de que a presença dos povos indígenas, além de sinal de atraso (impede o avanço das fronteiras do progresso – agricultura, pecuária de exportação, entre outros), significa, ainda, o risco de futuras fragmentações políticas para o país.

Durante quase 500 anos o Estado brasileiro defendeu a hipótese do desaparecimento dos povos indígenas, devido à drástica diminuição de sua população (cada novo grupo ao entrar em contato com os colonizadores sofriam, na sequência drástica depopulação) ou mediante a integração na sociedade ocidental. Esta dura realidade, na perspectiva dos povos indígenas que sobreviveram se traduziu em desintegração de seus territórios, modos de vida, organização social, economias, religiões e cosmovisões. Seus conhecimentos, tecnologias de manejo ambiental, medicina e agricultura, sob a ótica do agronegócio e de grande parte da classe política, ainda são considerados insignificantes, imprestáveis e sinal de atraso e de não civilização.

Essa era, de certa forma, a visão subjacente à política indigenista do Brasil, durante todo este período, quando os povos indígenas foram, efetivamente, considerados como povos “passageiros” ou “transitórios” (Lima, 1995), cujo destino era “insumir-se” ou integrar-se através da superação de sua identificação étnica, caminhando em direção a um “índio genérico” ou um brasileiro sem identidade específica (caboclo e bugre são alguns dos termos utilizados para designar grupos que resultaram desse processo de miscigenação).

Exposição do Acervo dos Povos de Mato Grosso do Sul no MCDB



FUNASA/IBGE - Senso de 2000

POPULAÇÃO INDÍGENA 716.605
ETNIAS INDÍGENAS 283
TERRAS INDÍGENAS 597
ALDEIAS INDÍGENAS 4.067
LÍNGUAS INDÍGENAS 180



Os objetivos que nortearam a criação, em 1910, do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), órgão subordinado ao Ministério da Agricultura, eram colocar as populações indígenas sob a égide do Estado, por meio do instituto da tutela, prometendo assegurar-lhes assistência e proteção, enquanto tal integração não se efetivasse. No entanto, o objetivo principal da política indigenista oficial, na primeira metade do século XX, era permitir a efetiva e segura expansão capitalista nas áreas ocupadas por populações indígenas.

Dentro dessa lógica, uma das primeiras áreas demarcadas pelo então presidente do SPI, Marechal Cândido Rondon, foi para o povo Terena, no Mato Grosso do Sul: Cachoeirinha e Taunay-Ipegue. O SPI demarcou, ainda no mesmo período, entre os anos de 1915 a 1928, oito reservas de terra, destinadas aos Kaiowá e Guarani, no sul do atual Estado de Mato Grosso do Sul, perfazendo um total de 18.124 há. A demarcação desses espaços e o decorrente aldeamento dos Kaiowá e Guarani desempenhou um papel fundamental no processo de liberação e disponibilização de terras para a colonização, criando os almejados espaços livres para a empresa privada (Lima, 1995). Com esse procedimento, o SPI conseguiu, ainda, progressivamente, desarticular as bases da economia indígena, mediante a restrição territorial ou confinamento, interferindo, dessa forma, profundamente na organização social de cada povo.

O Estado de Mato Grosso do Sul possui hoje uma população indígena estimada em 63 mil pessoas, na qual se destacam os Kaiowá e Guarani, os Terena, os Kadiwéu, os Guató e os Ofaié, sendo que os Kaiowá e Guarani e os Terena apresentam-se com o maior contingente populacional; os primeiros com cerca de 40 mil pessoas, os Terena, com 23 mil pessoas e os Kadiwéu com uma população que gira ao redor de 1500 pessoas.

As etnias presentes no MS

ATIKUM
GUARANI KAIOWÁ
GUARANI ÑANDEVA
GUATÓ
KADIWÉU
KINIQUINAU
OFAIÉ
TERENA

KAMBA (grupo não reconhecido oficialmente)

ETNIAS
POPULAÇÃO
 KAIOWÁ/GUARANI 
42.409
TERENA
23.234
KADIWÉU
1.358
OFAIÉ
61
GUATÓ
175
KINIKINAU
141
ATIKUM
55
KAMBA
?
TOTAL
67.433

 A questão da terra é de vital importância para estes povos, tendo em vista que todos, sem exceção, constroem seu próprio sentido de pessoa e de mundo, a partir da relação com a terra. Em outras palavras, a relação com o território é condição para a reprodução física e cultural destes povos.

Neste sentido, pode-se afirmar que à exceção do povo Kadiwéu, que possui a maior área indígena fora da Amazônia legal (ao redor de 500 mil hectares), os demais povos do Estado de Mato Grosso do Sul estão ocupando reduzidíssimas parcelas do que antigo território em que habitavam antes do avanço das frentes de colonização, nos séculos XVIII, XIX e, sobretudo, no século XX.

O mapa abaixo demonstra cabalmente, na comparação com os povos indígenas da região amazônica, a pequena quantidade de terra disponível para os indígenas deste Estado. Com a segunda maior população indígena do país, cerca de 15%, os povos indígenas do Mato Grosso do Sul ocupam apenas 0,6% das terras indígenas demarcadas no Brasil.

É importante ressaltar a relação desenvolvida culturalmente por estes povos com a terra, é em muitos aspectos, completamente diferente daquele praticado pela civilização ocidental e capitalista, baseada na exploração e no esgotamento dos recursos visando o lucro. Os povos indígenas, de maneira geral, desenvolveram uma relação de maior equilíbrio e respeito ao meio ambiente, onde os produtos da terra (peixes, frutos, caça, etc.) são vitais para seu sustento, assim como a relação com a terra é repleta de elementos simbólicos, espirituais e sobrenaturais. A relação com a terra é base para as elaborações da cosmologia, dos mitos, rituais, assim como interpretações e significados que dão sentido à existência destes povos.



terça-feira, 19 de maio de 2015

Tartare de carne de Sol

Cozinha Criativa do Cerrado
Uma releitura do clássico francês com notas pantaneiras.


Ingredientes

Carne de sol (coxão duro s/ gordura) em cubos pequenos 200g

Molho
Gema 01 unidade
Alcaparras picadas 20g
Molho inglês 05ml
Cebola em brunoise 50g
Alho picado ½ dente
Tabasco 01ml
Mostarda Dijon 20g
Salsinha picadas 02g
Azeite 10ml
Conhaque 10ml
Catchup 30g

Acompanhamento
Batata 01 unidade

Modo de preparo

Tartare
1.  Cortar a carne de sol. Reservar.
2.  Lavar a alcaparra por duas vezes para retirar o excesso de sal.
3.  Misturar todos ingredientes, exceto a carne de sol.
4.  Reservar por 30 min.

Batata
5.  Higienizar, descascar e cortar a batata com o aro.
6.  Com o auxilio do mandolim corte finamente. Reservar em água com sal.
7.  Secar bem e fritar.
8.  Secar em papel absorvente duas vezes e tempera com sal a gusto.
9.  Servir.

Montagem
No prato de ardósia, colocar em um lado a batata frita e com o auxilio de um aro
médio, enformar o tartare de carne de sol e finalizar com salsinha crespa.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Lasanha do Serrado – Carne de Sol com Pequi


Para Engordecer
Na estréia do quadro 'Sem saída', nosso apresentador Márcio de Camillo aprendeu a preparar este delicioso prato do chef Marcílio Galeano.


Meu Mato Grosso do Sul apresentou um novo quadro que vai deixar nosso apresentador Márcio de Camillo "Sem saída". E de cara, recebemos o desafio de preparar a deliciosa lasanha do cerrado, feita com carne de sol e pequi. Vamos direto aos ingredientes!

INGREDIENTES

MOLHO de carne de sol

500 g de carne de sol (coxão duro) cozida e desfiada
02 colheres (sopa) de óleo de soja
 ½ unidade cebola picada
02 dentes de alho picado
½ unidade de cenoura de xícara (chá) de cenoura picada
01 unidade de pimenta dedo de moça picada
02 colheres (chá) de salsão picado
02 latas de tomates pelados peneirados
500 ml da água do cozimento da carne de sol
Sal e pimenta do reino a gosto

MOLHO de Pequi

50 g manteiga
50 g de farinha de trigo
01 litro de leite
100 g de pequi em pasta
01 g noz-moscada
Sal e pimenta do reino a gosto

MONTAGEM

500g de massa para lasanha pré-cozida
150g de mussarela caipira fatiada
200g de queijo caipira curado ralado
100g Cebola laminada

MODO DE PREPARO:


MOLHO de carne de sol

1 Leve uma panela ao fogo médio aqueça o óleo. Refogue a cebola até ficar transparente. Adicione o alho, a pimenta dedo de moça, a cenoura e o salsão picados e refogue por mais dois minutos, sem parar de mexer.

2  Acrescente o molho de tomate e a água do cozimento da carne e deixe cozinhar em fogo brando por 30 minutos. Desligue o fogo e acrescente a carne de sol desfiada e tempere a gosto.

3 Reserve.

MOLHO de Pequi

Numa panela média coloque a manteiga e leve ao fogo brando. Quando derreter acrescente a farinha de trigo e mexa por dois minutos, com uma espátula de silicone ou colher de bambu, até ficar levemente dourada. Retire a panela do fogo e, sem parar de mexer com um batedor de arame, acrescente leite. Mexa vigorosamente e coloque a panela no fogo novamente.

Aumente o fogo para médio e continue mexendo, sem parar, até ferver. Abaixe o fogo, acrescente o pequi, tempere com sal, pimenta-do-reino e noz-moscada. Deixe cozinhar por aproximadamente 05 minutos, mexendo de vez em quando, até engrossar um pouco.


MONTAGEM DA LASANHA

Pré aqueça o forno a 200°C. Corte as folhas de massa pré cozida, uma a uma, ao meio, formando dois quadrados. Dessa forma, fica mais fácil de montar na travessa e servir a lasanha sem que ela despedace. Faça uma camada de molho de pequi e coloque por cima um pouco de molho de carne de sol. Acrescente uma camada de massa e mussarela.

Repita esta operação até chegar a cerca de um centímetro da borda. Finalize com uma camada de molho de carne de sol e molho de pequi. Polvilhe com queijo caipira curado e ralado e as cebolas laminadas, leve para assar por aproximadamente 30 minutos, ou até que lasanha fique dourada e o queijo, gratinado. Sirva a seguir.



INFORMAÇÕES
Tempo de Preparo (médio) - 1h30min
Grau de dificuldade médio
Serve até 6 pessoas




Para assistir o vídeo acesse: 
http://redeglobo.globo.com/ms/tvmorena/meumatogrossodosul/videos/t/edicoes/v/confira-como-foi-o-novo-quadro-do-meu-mato-grosso-do-sul-sem-saida/4150375/


sexta-feira, 15 de maio de 2015

O que Comer Antes e Após os Treinos

Dicas de Saúde:

Alimentação adequada no pré e pós-treino ajuda a perder peso, ganhar massa magra e, conseqüentemente, ter uma vida saudável


A busca por uma vida saudável e por uma boa forma física vem atraindo cada vez mais pessoas às academias, aos treinamentos funcionais, às lutas corporais e às corridas de ruas, em Maceió. O resultado dos exercícios físicos está ligado não apenas às horas investidas nas atividades e aos bons equipamentos. Uma alimentação adequada, antes e depois do treino, é fundamental para alcançar os objetivos planejados.


Segundo a nutricionista do Hapvida, Ariana Gonçalves, existem alimentos que são indicados antes do treinos, pois vão auxiliar no rendimento do atleta. Ao mesmo tempo, após a atividade física, outros nutrientes ajudam a repor. Ariana exemplifica que os alimentos ricos em carboidratos e proteínas são os mais indicados para o pré-treino, já que os carboidratos vão evitar o catabolismo muscular, ou seja, a perda de massa magra, e contribui para o rendimento do atleta. “Carboidratos como batata-doce, pães e biscoitos integrais, ovos, iogurte desnatado, frutas com granola ou com mel e frango grelhado são fontes de energia de rápida absorção”, explica.


Alimentos adequados antes e após a atividade podem potencializar os resultados e ajudar nos objetivos

Para o pós-treino, Ariana diz que é preciso repor as proteínas perdidas durante os exercícios. “Banana com aveia, iogurte desnatado, mamão, queijo branco e a batata-doce são alguns dos alimentos adequados para a refeição depois de atividades intensas. Para quem é adepto aos suplementos, recomendamos whey protein e dextrose”.

Alimente-se bem

O personal trainer Plácido Pereira explica que 70% do sucesso de um treinamento é motivado pela ingestão de refeições corretas no pré e no pós-treino. “A alimentação antes do treino é um fator importantíssimo, porque ela é o combustível que vai dar energia e evitar que o desportista passe mal durante o exercício. Vejo muitas pessoas tendo queda de pressão, no índice glicêmico e até vomitando porque acha que pode fazer exercício em jejum”, afirma.

“Já o pós-treino tem que ser saudável e serve para repor os nutrientes perdidos. É tão importante quanto o que é ingerido antes. Como sou profissional de Educação Física, não posso prescrever receitas, mas oriento que os alunos procurem um nutricionista para trabalharmos corretamente”, completa.

Termogênicos naturais

Refeições que incluam alimentos com termogênicos naturais, a exemplo do gengibre, da canela, cafeína e o chá verde também são bem-vindos antes de qualquer atividade física. “Esses alimentos são de fácil absorção e ajudam a queimar calorias, acelerando o metabolismo. Mas é bom lembrar que nada deve ser consumido de forma exagerada, porque até mesmo o cardápio mais saudável, é prejudicial quando consumido sem moderação”, destaca a nutricionista.

A reeducação alimentar também tem que seguir horários. Plácido explica que o ideal é se alimentar uma hora antes do exercício. “O corpo não consegue fazer duas coisas ao mesmo tempo. Ou faz a digestão ou o exercício físico de forma eficiente. Normalmente recomendamos um intervalo de uma hora, ou em alguns casos de 30 minutos entre a refeição e o treinamento. Já a refeição pós-treino pode ser feita imediatamente ao término”, diz Plácido.

As refeições, de três em três horas no dia, também devem ser respeitadas. “O organismo tem memória, e decora que se você passa muito tempo sem comer e vai economizar energia e não absorver os nutrientes a partir do que é ingerido. Se você acostuma a comer nos horários certos, com lanches entre as principais refeições, o metabolismo acelera”, destaca Ariana.

Mas durante a atividade é preciso se alimentar? Essa é uma das perguntas que os profissionais de Educação Física mais ouvem. “Durante o treino é importante se manter hidratado, mas é errado comer. Apenas em treinamentos acima de duas horas que é preciso reposição de carboidratos e proteínas de duas em duas horas”, afirma Plácido.

Reeducação alimentar

O personal trainer destaca que uma dieta desregrada acaba causando efeito contrário. “Muitas pessoas não entendem por que malham tanto e fazem exercícios aeróbicos intensos, mas continuam engordando”.

A bacharel em direito Jéssica Pimentel, 23, entendeu como funciona a integração alimentação e exercício quando perdeu 22 quilos a partir da reeducação alimentar. “Antes treinava pesado e não emagrecia. Era muito difícil queimar calorias, era tudo desregulado. Eu achava que poderia comer um brigadeiro antes do treino, que compensaria na academia”, conta.


Dieta desregrada causa efeito contrário: “Muitos não entendem por que malham tanto e engordam", diz personal

“Procurei uma nutricionista que me orientou sobre o que comer antes e depois dos exercícios e passei de 96 kg para 74 kg em alguns meses”, comemora.

Já a atleta Bárbara Acioly, que pratica muay thai, jiu jitsu, treino funcional e academia em dias intercalados da semana, levou oito meses para descobrir que somente os treinamentos não seriam suficientes. “Eu estava queimando massa magra e ganhando peso. Agora com a alimentação correta, emagreci seis quilos e, como participo de competição ainda quero perder mais dois, mas consigo me manter no peso que quero”, afirma.

Ela segue à risca a suplementação de carboidratos e proteínas desde que acorda até o momento de dormir. “De manhã, quando me sinto um pouco inchada, tomo suco detox, entre os treinos ingiro alimentos de rápida absorção. Depois do muay thai, por exemplo, como cinco uvas, depois do jiu jitsu, 15 uvas ou uma laranja. As pessoas têm uma ideia que dieta é passar fome, mas eu nunca sinto fome”, conta.

A nutricionista Ariana Gonçalves revela que há um dia na semana, chamado como “dia do lixo”, em que é possível sair um pouco da dieta de treinamento. “Não é preciso ficar se pesando o tempo todo, ou regulando cada quilograma de alimento que ingere, mas um dia apenas está liberado”.

Ariana preparou sugestões de lanches pré e pós-treino. Confira:

Pré-treino

1. Uma banana amassada + 2 colheres de sopa de aveia + 1 colher de sobremesa de mel + 1 fatia de queijo branco

2. Salada de frutas + 2 colheres de sopa de granola e mel + 1 fatia de queijo branco


3. 2 fatias de pão integral + 1 ovo mexido ou frango desfiado ou requeijão light

4. 1 copo com vitamina (200 ml de leite desnatado com 1 banana ou ½ de mamão papaya + 1 colher de sobremesa de mel + 2 colheres de aveia) + 2 castanhas


Em um dia na semana, chamado como “dia do lixo”, é possível sair um pouco da dieta de treinamento

Pós-treino

1. 2 pedaços de peito de frango médios + 4 colheres de arroz integral + cenoura e beterraba crua raladas

2. 2 pedaços pequenos de batata-doce + 1 pedaço de peito de frango médio

3. 1 scoop de Whey Protein isolado + 1 scoop de dextrose + 1 banana

4. Omelete de duas claras + 1 fatia de queijo branco + 1 colher de sopa de farelo de aveia + 1 banana