quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amigos torcem por Marcílio Galeano no Super Chef 2011

Neste vídeo podemos ver alguns dos colegas de trabalho e profissão torcendo muito pelo Chef Marcílio Galeano. Todos acreditam na capacidade dele se tornar o Super Chef 2011!!!

Equipe vermelha não se dá bem na primeira prova

A primeira prova em grupo realizada no Super Chef foi a prova Cordel, que vocês podem acompanhar através desta link: http://maisvoce.globo.com/platb/super-chef-2011/2011/06/30/prova-cordel-equipes-tem-50-minutos-para-preparar-pratos/

O grupo do Marcilio Galeano não se deu bem, e dois de seus participantes estão na panela de pressão, um deles será eliminado amanhã: http://maisvoce.globo.com/platb/super-chef-2011/2011/06/30/ronaldo-e-paula-estao-na-panela-de-pressao/

Vamos continuar na torcida pelo Chef Marcilio Galeano, que criou este blog com todo o amor que tem pela culinária, buscando sempre ajudar e somar !!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Campo-grandense que está no 'Super Chef' sonha com prêmio

O campo-grandense Marcílio Galeano, de 29 anos, se apresentou hoje como um dos 10 participantes do quadro "Super Chef 2011" do programa Mais Você, de Ana Maria Braga.
Marcílio contou no programa que o grande desafio da profissão é trabalhar sobre pressão. Na apresentação, seu pai, Marcílio de Souza, disse que acredita que ele sairá vencedor, pois sempre conquistou tudo o que quis.
“Meu sonho é ser um Super Chef”, revela o participante. Marcílio conta a Ana Maria que tem 29 anos e uma filha de 10 anos. Com formação em Turismo ele diz que trocou a profissão pela cozinha depois de uma viagem que fez pela Europa, onde teve a experiência de conhecer melhor a culinária. Sobre o que ainda falta conquistar, ele diz: “Tanta coisa… Pretendo viajar pelo mundo!”.

Marcílio Galeano

Se formou no curso de cozinheiro básico em 2008 no Senac e se tornou, no ano seguinte, instrutor de Educação Profissional de Gastronomia - nível superior II na mesma instituição. Ele tem atuação também no exterior.
Marcílio atualmente atuava como chef do Beco Bistrô e Café, em Campo Grande. Em seu currículo, estão atividades exercidas como auxiliar de cozinha no Cafe dei Caffé - Italian Ristorante em Woking, Inglaterra; cozinheiro e gerente de cozinha no Yatess -Bar e Restaurante (Woking-Inglaterra), entre outros.
Super Chef 2011
Assim como nas edições anteriores, os participantes farão provas individuais toda semana com o objetivo de conquistar a imunidade na terça-feira. Nas tarefas em grupo, os concorrentes assistirão ao ‘Workshop Super Chef’, uma aula de culinária com dicas para melhorar o desempenho na cozinha.

Assim como nas edições anteriores, os participantes passarão por provas individuais toda semana, com o objetivo de conquistar a imunidade na terça-feira. Nas tarefas em grupo, os concorrentes terão aulas de culinária e dicas de como melhorar o desempenho na cozinha. O chef que ministrar o curso escolherá uma prova à qual os candidatos serão submetidos. Os participantes, divididos em duas equipes por um líder, terão que preparar a receita que passará pela avaliação de um júri, composto por Ludmila Soares, o chef da semana e um ator convidado.

Às quintas-feiras, o público conhecerá o grupo vencedor do desafio, que terá a missão de indicar uma pessoa da outra equipe para deixar o programa. O grupo perdedor também escolhe um de seus participantes para formar a dupla que vai para a “Panela de Pressão”. Os dois escolhidos disputarão a preferência do público, que votará pela internet e por telefone. A eliminação acontecerá toda sexta-feira.

Fonte: www.correiodoestado.com.br

Campo-grandense selecionado para o Super Chef 2011 de Ana Maria Braga


O campo-grandense Marcílio Galeano, 29 anos, é um dos 10 selecionados do Super Chef 2011 do programa Mais Você, de Ana Maria Braga, da Rede Globo. Disputa que terá início na segunda-feira (27).

Concorrendo com milhares de inscritos na promoção, o jovem ficou entre os 60 escolhidos e, em nova etapa, entrou para o seleto grupo que vai disputar o famoso chapeu do chefe e um prêmio de R$ 50 mil.

"Na cozinha, agimos como verdadeiros homens sem deixar de lado o espírito de criança! Devemos entender nossas diferenças, nos respeitar e, muitas vezes, acreditar no inacreditável".

O trecho acima é do blog de Marcílio, o Menu Experimental, em sua apresentação falando do seu prazer pela cozinha. Ele que fez o curso de cozinheiro básico em 2008 no Senac e se tornou, no ano seguinte, instrutor de Educação Profissional de Gastronomia - nível superior II na mesma instituição,tem atuação também no exterior.

Marcílio atualmente atuava como chef do Beco Bistrô e Café, em Campo Grande. Em seu currículo, estão atividades exercidas como auxiliar de cozinha no Cafe dei Caffé - Italian Ristorante em Woking, Inglaterra; cozinheiro e gerente de cozinha no Yatess -Bar e Restaurante (Woking-Inglaterra), entre outros.

Em outro trecho de sua apresentação, ele afirma:

"Ainda bem que podemos afirmar categoricamente que na cozinha não existe uma verdade absoluta(...) Tudo pode ser transformado. E podemos acrescentar um pouco de nós em tudo”

A disputa

Na próxima segunda-feira, dia 27, o Super Chef estará de volta, em uma nova versão, que exigirá ainda mais dos candidatos a chef. Durante seis semanas, os 10 escolhidos para a competição passarão por uma maratona de provas individuais e em grupo, acompanhadas de cursos de aperfeiçoamento. O prêmio final é o famoso chapéu de chef, e R$ 50 mil.

A novidade, desta terceira edição do programa, é que os participantes poderão ter ou não experiência culinária profissional. Eles terão que mostrar conhecimento em provas de degustação, preparo de pratos sofisticados, receitas de café da manhã, sobremesa ou uso de um item específico de diferentes maneiras. A disputa também proporcionará aos candidatos, a cada nova semana, cursos rápidos de gastronomia com renomados chefs.

Super Chef 2011 e a Panela de Pressão

Assim como nas edições anteriores, os participantes farão provas individuais toda semana com o objetivo de conquistar a imunidade na terça-feira. Nas tarefas em grupo, os concorrentes assistirão ao ‘Workshop Super Chef’, uma aula de culinária com dicas para melhorar o desempenho na cozinha.

Assim como nas edições anteriores, os participantes passarão por provas individuais toda semana, com o objetivo de conquistar a imunidade na terça-feira. Nas tarefas em grupo, os concorrentes terão aulas de culinária e dicas de como melhorar o desempenho na cozinha. O chef que ministrar o curso escolherá uma prova à qual os candidatos serão submetidos. Os participantes, divididos em duas equipes por um líder, terão que preparar a receita que passará pela avaliação de um júri, composto por Ludmila Soares, o chef da semana e um ator convidado.

Às quintas-feiras, o público conhecerá o grupo vencedor do desafio, que terá a missão de indicar uma pessoa da outra equipe para deixar o programa. O grupo perdedor também escolhe um de seus participantes para formar a dupla que vai para a “Panela de Pressão”. Os dois escolhidos disputarão a preferência do público, que votará pela internet e por telefone. A eliminação acontecerá toda sexta-feira.



Fonte: www.correiodoestado.com.br
“Com o meu jeito e conhecimento com certeza estarei entre os finalistas”, garante o sul-mato-grossense de 29 anos, Marcilio. O participante, que é formado em Turismo, enumera quais habilidades o ajudarão a chegar à final da disputa: “frieza, trabalho em equipe, liderança e vontade de crescer”.

Por causa da culinária, Marcilio coleciona alguns fatos marcantes em sua vida, entre eles, cozinhar para o cantor ‘Seu Jorge’ e para um ex-presidente do Brasil. Ele também se lembra de uma loucura que viveu por causa de seu trabalho. “Beijei uma cozinheira na câmara fria de um navio onde trabalhava”, revela.

O turismólogo, que descobriu seu interesse pela culinária em uma viagem para Inglaterra, está a procura de aprendizado na competição. “Assim como tudo na minha vida, espero aprender muito com o programa e os outros chefs”, explica. Além disso, o participante também espera poder divulgar seu trabalho.

Se faturar o prêmio, Marcilio pretende viajar para estudar em outros países. Mas para vencer, ele diz que só não passaria por cima das outras pessoas. E ainda fala sobre o que poderia o prejudicar na competição. “Pessoas arrogantes podem me atrapalhar, pois me tiram do sério”.

Fonte: http://maisvoce.globo.com/platb/super-chef-2011/marcilio/

Video de apresentação no Super Chef 2011 da Rede Globo


Através deste link você pode assistir o video de apresentação do Chef Marcílio Galeano no Super Chef 2011:

http://maisvoce.globo.com/platb/super-chef-2011/2011/06/27/marcilio-sonha-ser-o-super-chef/

Abaixo são os links de tudo o que foi publicado sobre o Marícilio  no site do Super Chef, através do Mais Você:

http://maisvoce.globo.com/platb/super-chef-2011/2011/06/27/eu-sempre-deixo-rolar-fala-marcilio-sobre-relacionamento/

http://maisvoce.globo.com/platb/super-chef-2011/marcilio/

O Campo-grandense Marcilio Galeno está no Super Chef 2011 da Rede Globo


Marcílio Galeano está entre os 10 selecionados que participarão do quadro “Super Chef” do programa de Ana Maria Braga

Escolhido entre mais de oitocentos inscritos para participar do quadro “Super Chef”, no Programa Mais Você comandado diariamente por Ana Maria Braga, na Rede Globo, Marcílio Galeano conseguiu compor o grupo formado por 10 participantes que tem ou não experiência culinária profissional.

O “Super Chef” terá a duração de seis semanas, onde os escolhidos passarão por uma maratona de provas em grupo e individuais, além de diversos cursos de aperfeiçoamento no decorrer do programa. Eles terão que mostrar conhecimento em provas de degustação, preparo de pratos sofisticados, receitas de café da manhã, sobremesa ou uso de um item específico de diferentes maneiras. A disputa também proporcionará aos candidatos, a cada nova semana, cursos rápidos de gastronomia com renomados chefs.

Para o Chef Marcílio Galeano chegar até o “Super Chef” foi necessário percorrer um longo caminho. Formado em Turismo, seu primeiro contato com o mundo da culinária aconteceu no ano de 2004, em Woking, na Inglaterra, primeiro como auxiliar de cozinha na rede mundial de fast food Burger King, depois no Café dei Caffé – Italian Ristorante e também como cozinheiro e gerente de cozinha no Yatess.

Retornando ao Brasil e a sua cidade natal, Campo Grande (MS), Marcílio percebeu que sua grande paixão era o mundo dos sabores e fez os cursos de treinamento em higiene dos alimentos e de cozinheiro básico no Senac, em 2008. Ainda neste ano o Chef assumiu a cozinha de um renomado restaurante da cidade, o extinto Odorico Bistrô & Burger, e em seguida recebeu a proposta para atuar como Cook Trainee do Royal Caribean Internacional, compondo o grupo de culinaristas que cuidavam da cozinha brasileira dentro cruzeiro internacional Splendour of the Sea, e teve a oportunidade de conhecer diversas culturas da Europa e do Mediterrâneo.

Quando voltou ao Brasil em 2009, o Chef Marcílio cursou o Programa de Extensão Universitária – Desenvolvimento para Instrutores de Cozinha oferecido pelo Senac, no melhor e maior núcleo gastronômico do país, em Águas de São Pedro, SP. Após a conclusão do curso recebeu o convite e passou a integrar o corpo docente do curso de culinária do SENAC, como Instrutor de Educação Profissional em Gastronomia, de nível superior.

No início deste ano Marcilio recebeu o convite para atuar como Sous Chef no restaurante Beco Bistrô & Café, em Campo Grande, MS, onde foi o responsável pela escolha e desenvolvimento de todos os pratos que compõem o cardápio do estabelecimento e atuava até o momento de ingressar no quadro “Super Chef”.

O Chef Marcílio dá uma verdadeira lição de vida ao mostrar como sua paixão pela gastronomia vai além dos sonhos. “Na cozinha, agimos como verdadeiros homens sem deixar de lado o espírito de criança! Devemos entender nossas diferenças, nos respeitar e muitas vezes, acreditar no inacreditável. Nunca desistimos dos nossos objetivos. Até quando dormimos, a cozinha está em nossos sonhos! Talvez o que eu faço não agrade sempre, mas peço que respeitem meu trabalho, olhem e aprendam! Sempre há algo que se pode aprender. Aqui, todos somos alunos e professores numa via múltipla, onde podemos trocar técnicas, experiências, opiniões, sabores e saberes. Ainda bem que podemos afirmar categoricamente que na cozinha não existe uma verdade absoluta. Tudo pode ser transformado e podemos acrescentar um pouco de nós em tudo”.

É com este pensamente que Marcílio vive a gastronomia, procurando adquirir ao menos 20 conhecimentos diferentes todos os dias, imaginando sempre como estará daqui a vinte anos, como ele mesmo diz, não sabendo nada, pois quanto mais se estuda, menos se sabe!


A DISPUTA NO SUPER CHEF 2011

Durante o reality show os participantes farão provas individuais toda semana com o objetivo de conquistar a imunidade na terça-feira. Nas tarefas em grupo, os concorrentes assistirão ao ‘Workshop Super Chef’, uma aula de culinária com dicas para melhorar o desempenho na cozinha.

O Chef que ministrar o curso escolherá uma prova à qual os candidatos serão submetidos. Os participantes, divididos em duas equipes por um líder, terão que preparar a receita que passará pela avaliação de um júri, composto por Ludmila Soares, o Chef da semana e um ator convidado.

Todas as quintas-feiras o público conhecerá o grupo vencedor do desafio, que terá a missão de indicar uma pessoa da outra equipe para deixar o programa. O grupo perdedor também escolhe um de seus integrantes que irá compor a dupla que vai para a “Panela de Pressão”. Os dois escolhidos disputarão a preferência do público, que votará pela internet e por telefone. A eliminação acontecerá toda sexta-feira. Quem chegar à final receberá o famoso chapéu de Chef e um prêmio no valor de R$50 mil.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

HISTÓRIA DO MACARRÃO

Ao contrário do que é popularmente difundido, numa pesquisa séria descobriram que o macarrão não nasceu na China. Ele foi levado por Marco Polo para a Europa.
Os primeiros indícios sobre o consumo de massas vêm dos acessórios utilizados para prepará-las e cozinhá-las, encontrados em tumbas do período etrusco. Pouco tempo depois do nascimento de Cristo, um chefe chamado Apicius mencionava em seu livro de receitas algo muito semelhante à lasanha que conhecemos hoje. Por volta do ano 1000 d.C. foi escrita a primeira receita “oficial” de massas no livro “De arte coquinaria per vermicelli e maccaroni siciliani” (A arte de cozinhar macarrão e vermicelli siciliano), de autoria de Martino Corno.

Quando Marco Polo retornou de sua viagem ao Oriente, em 1295, começou a escrever relatos sobre sua viagem, e mencionou uma comida feita de sagu, comum no Oriente. A edição e revisão dos escritos de Marco Polo, feita no século XVI por Giambattista Ramusio, piorou o mal-entendido, e o viajante foi indevidamente creditado por ter descoberto a lasanha no Oriente e levado o prato para a Itália.

Na verdade, muito antes de Marco Polo o macarrão já era bem conhecido em países árabes, onde ainda hoje é chamado de “makkaroni”. Desses países, o macarrão foi levado para a Grécia e Sicília, que eram colônias árabes.

Palermo foi a primeira capital histórica do macarrão, pois nesta cidade foram encontrados os primeiros registros históricos a respeito da produção de massa seca em escala semi-industrial.

Em 1150, o geógrafo árabe Al-Idrisi relatou que em Trabia, cerca de 30 quilômetros de Palermo, “era produzida uma grande quantidade de macarrão no formato de canudos ('tria' em árabe), que era exportada de navio para vários lugares, incluindo a Calábria, países muçulmanos e cristãos”. Em sua mais antiga combinação, além do macarrão, entravam na receita queijo de cabra ralado, pimenta-do-reino e um ovo frito no topo do prato, que se rompia e se mesclava ao resto. Durante os séculos XII e XIII entraram em cena o alho e o azeite, tornando o prato ainda mais irresistível.
Ravioli, o pioneiro entre as massas recheadas Italianos das regiões da Toscana, Emiglia e Lombardia brigam até hoje pelo privilégio de ter inventado os deliciosos pasteizinhos de massa, recheados com os mais diversos ingredientes.

A ideia de rechear quadradinhos de massa antes de cozinhá-los surgiu por volta do século XIII, e sua composição não se alterou muito desde então. Originalmente, eram recheados com “ovos batidos com ervas, queijo, ricota e especiarias”.

Com o tempo, passaram-se a utilizar recheios de carne, o que acabava confundindo os “comedores de macarrão”, pois o aspecto externo era o mesmo. Um masseiro teve então a idéia de manter os raviolis de queijo em seu formato quadrado original e fazer os de carne em formato triangular. Meio na brincadeira, enrolou esse triângulo em seu dedo e dobrou as pontas, dando um formato divertido de chapeuzinho, ou capeletto. A cidade de Bologna imitou o formato, utilizando o formato de meia-lua enrolada, em vez do triângulo, atribuindo-lhe também o nome de capeletti.

A partir do século XIV surgiram vários formatos diferentes, os agnollotti, agnolini, cannelloni, tortelloni, casoncelli, com uma variedade enorme de recheios. Os agnollotti, típicos da Sicília, levavam carne suína e ricota fresca; os agnolini, do sul da Lombardia, menores, eram recheados com carne de boi ou frango e servidos num brodo, ou caldo.

Enquanto os raviolis originais levavam queijo em seu recheio, nas províncias do Sul da Itália, ao irem para o Norte, passaram a ser recheados com carne. Cada cidade, lugarejo ou vila da Itália possuía sua especialidade local, seja em formatos, tamanhos, tipos de recheios ou até mesmo o nome que se dá para o mesmo tipo de massa. E cada uma delas, à sua maneira, orgulha-se de produzir a melhor pasta do mundo.
Século XVIII: Como o macarrão era feito

Em Nápoles, o macarrão era feito misturando-se massa de semolina (parte do grão de trigo) com os pés. Os masseiros sentavam-se num longo banco e usavam os pés para sovar a massa. O rei de Nápoles, Ferdinando II, não estava satisfeito com esse método de produção e contratou um famoso engenheiro da época, Cesare Spadaccini, para melhorar o sistema. O novo procedimento consistia em adicionar água fervente à farinha recém-moída, e o sistema de misturar a massa com os pés foi substituído por uma máquina feita de bronze que imitava perfeitamente o trabalho feito pelos masseiros.

Em 1740, a cidade de Veneza concedeu a Paolo Adami uma licença para abrir a primeira fábrica de macarrão. O equipamento era muito simples. Consistia de uma prensa de ferro puxada por vários rapazes. Em 1763, o duque de Parma, Don Ferdinando de Bourbon, deu a Stefano Lucciardi de Sarzana o direito a dez anos de monopólio para a produção de massa seca “ao estilo genovês”, na cidade de Parma.
Século XX: O macarrão ganha o mundo

Graças a uma invenção da região da Campânia, próxima a Nápoles e Salerno, o macarrão passou a ser secado artificialmente em 1919. Até então, a secagem era feita ao ar livre, o que era dificultado durante períodos de muita chuva. A máquina de enxugamento artificial propiciou a criação de inúmeros pastifícios, e uma variedade ainda maior de tipos de macarrão.

É impossível precisar hoje quantos tipos de macarrão existem no mundo.

A massa tradicional, de farinha de trigo e ovos, foram sendo acrescentado espinafre, tomate, beterraba, cogumelos, ervas, sementes, tinta de lula e até chocolate, criando uma variedade de cores e aromas. Os recheios ganharam receitas muito criativas, além do queijo e da carne originais. Hoje, pode-se saborear até mesmo lasanhas doces, servidas com frutas e caldas, como sobremesa em receitas resgatadas da época dos césares romanos.

Diariamente, milhares de molhos são inventados, redescobertos e saboreados, numa incansável experiência gastronômica.

Versátil, o macarrão ganha na preferência de todos os gostos. Desde a mais tradicional e artesanal de suas receitas, em que a farinha de trigo e os ovos são sovados até atingir uma mistura lisa e firme, até modernas marcas industriais, em que a farinha de trigo de grano duro é misturada a uma série de ingredientes desenvolvidos em laboratórios, criando uma massa firme e consistente.

Servido em saladas, como acompanhamento, prato principal, em sopas, com molhos elaborados ou simplesmente óleo de oliva, macarrão é sinônimo de comida saborosa, nutritiva, que sacia a fome e aquece o espírito.
TIPOS DE MACARRÃO

O macarrão de sêmola é elaborado com farinha de trigo especial, portanto resulta num produto mais claro.
Já o macarrão com ovos é elaborado com a adição de três ovos por quilo de farinha.

O macarrão comum é elaborado na forma mais elementar, ou seja, farinha de trigo e água, resultando num produto de preço mais acessível.

O tipo caseiro é elaborado de forma artesanal, por meio da qual a massa é laminada, apresentando maior porosidade e absorção do molho.

O grano duro é chamado assim porque é elaborado a partir de um trigo especial chamado trigo duro. O macarrão do tipo grano duro fica naturalmente “al dente”, ou seja, soltinho, porém consistente e ideal para a boa mastigação.

O macarrão integral é elaborado com farinha de trigo integral, por isso contém mais fibras em sua composição. É ideal para pessoas que necessitam de dietas especiais e, por ser muito benéfico, é sempre indicado nas dietas pelos nutricionistas.

DICAS DE COZIMENTO

Muita água

• Para cada 100g de macarrão, o ideal é utilizar 1 litro de água, portanto, para 500g de macarrão, o correto é que se utilize 5 litros de água. Use sempre uma panela grande.
• Quando a água ferver coloque o macarrão e uma colherinha de chá de sal. Mexa cuidadosamente nos primeiros segundos.

Fogo alto

• Mantenha o fogo alto do início ao fim do cozimento. O macarrão deve ser sempre cozido “al dente”, ou seja, firme e consistente. Devemos lembrar que seu cozimento continua fora da água, até o resfriamento. O tempo de cozimento do macarrão normalmente vem indicado na embalagem. O normal é que leve de 8 a 11 minutos.

O ponto certo

• Para saber se o macarrão chegou ao ponto certo, não há melhor regra que aquela de extrair um fio e mastigá-lo. Assim que estiver com o cozimento “al dente”, escorra bem em um passador e sirva com seu molho preferido.
• Não refresque o macarrão em água fria, somente se for usado em saladas.
• Para cada pessoa, calcule de 80 a 100 gramas de macarrão cru. Como o seu volume triplica depois de cozido, essa quantidade passará para 250 gramas.
• Nunca aqueça o macarrão, mesmo que seja em banho-maria.
• Não quebre o espaguete para colocar na água.
• O macarrão deve ser servido, de preferência, imediatamente após o cozimento.
• Para sopas, cozinhe o macarrão até um pouco antes do ponto desejado e coloque na sopa antes de servir.

FORMATOS E MOLHOS

Longos e finos, como o espaguete, ficam melhor com molhos líquidos para envolver bem os fios, como por exemplo no alho e óleo ou no molho de carne e shoyo com vegetais.

Longos e largos, como talharim, combinam com molhos concentrados, como o molho Alfredo ou o molho à Bolonhesa.

Formatos especiais, como gravatinha (farfalle), parafuso (fusilli) ou conchinha vão bem com molhos de carne e de vegetais ou como salada feita de macarrão, principalmente com molho de iogurte.

Pequenos, como o cabelo de anjo, combinam com molhos vinagrete em saladas ou no seu uso mais comum, ou seja, em sopas.

Essa informação é muito valiosa com relação ao conhecimento da origem da massa, no blog tem mais informações relacionado a esse tema. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Informação Valiosa - Estilo de Vida Vegano

Veganismo

O veganismo é, acima de tudo, uma escolha por uma vida saudável, não apenas do ponto de vista de saúde, mas também social e moralmente. É saudável para quem pratica, é saudável para o meio ambiente que é poupado do peso da produção de alimentos de origem animal e, obviamente, é saudável para os animais que são criados e mortos para alimentar pessoas.

Dieta Saudável

Os benefícios de uma dieta vegano continuam a ser revelados a cada dia em estudos científicos e em experiências individuais.

Uma dieta isenta de produtos de origem animal é isenta de colesterol, baixa em gordura (especialmente gordura saturada) e rica em fibras, vitaminas e minerais. Isto significa uma enorme diminuição no risco de doenças como arteriosclerose, infarto, derrame, diabetes, câncer, constipação, entre outras. Além disto, por eliminar alimentos altamente contaminados por antibióticos, hormônios, pesticidas, além de alimentos alergênicos como o leite, este estilo alimentar também evita o surgimento de diversos tipos de alergias e intolerâncias. A dieta vegano também é geralmente baixa em calorias, o que significa um melhor controle de peso e a distância dos desconfortos causados pela obesidade. 
 
Veganismo e Violência

Há muitos motivos para se adotar um estilo de vida vegano e também são muitas as formas em que o veganismo é expresso, mas o veganismo pode ser sempre definido da seguinte maneira: um estilo de vida que evita toda forma de exploração e violência, sejam estas contra animais, humanos ou o planeta no qual vivemos.

Poucos são aqueles que se iniciam no veganismo por uma questão meramente de saúde, apesar deste ser um aspecto importante deste estilo de vida e um dos melhores argumentos em seu favor.

O aspecto ambiental atrai a atenção de muitos que entram em contato com o veganismo pela primeira vez, recebendo a aprovação mesmo daqueles que se recusam a adotá-lo. O fato de mais alimentos vegetais poderem ser produzidos no mesmo espaço e com a utilização de menos recursos quando comparados com a produção de alimentos de origem animal é, dos argumentos em favor do veganismo, certamente o mais lógico e irrefutável.
 
No entanto, o maior número de pessoas que abraçam o veganismo é composto por aquelas que se sentem tocadas ao saberem que sua alimentação até então era dependente do sofrimento de animais inocentes, mortos para satisfazer uma necessidade que elas agora sabem não ser essencial. O despertar pode vir no contato com o bezerro no sítio do amigo, ao saber que em muitos países asiáticos os cachorros são considerados uma iguaria e então perceber que seu animal de estimação poderia ser o jantar de alguém, ou na descoberta tardia de que seu pintinho de estimação na infância -aquele que crescera demais para continuar morando em casa e sua mãe disse ter mandado para a chácara do tio- houvera, em realidade, tido seu fim naquele almoço de domingo (do qual você também participou). Uma visita ao matadouro também costuma dar um empurrãozinho para cair a ficha.

Enfim, a descoberta da realidade sempre traz consciência e a consciência sempre traz moralidade. Imagine a confusão de valores pela qual passa uma criança que tem que aprender que o boi, o porco, a galinha, tão dóceis e amáveis, são os heróis de seus filmes favoritos e, ao mesmo tempo, são também o seu jantar. "Como assim? Amigo e jantar ao mesmo tempo?" A criança pode não buscar descobrir, em um primeiro momento, como o seu herói ou amigo foi parar no prato de jantar. Talvez ela busque em sua fantasia uma forma "amigável" de se tornar jantar. Talvez eles sejam tão amigos e amáveis que eles voluntariamente sacrificam-se para alimentar seu amigo humano. Um verdadeiro ato de heroísmo! Mas eles logo buscam a verdade, quanto mais perto da realidade, mais perto da consciência.

A criança pode lidar com uma explicação fantasiosa de como uma parte de um boi foi parar em seu prato, mas a realidade nua e crua de um matadouro não deixa espaço para fantasias. É consciência instantânea: comer um animal após ter visto um matadouro está imediatamente fora de questão. É natural perceber que algo est'aerrado. Faça um experimento simples: coloque uma maçã e um coelho no quarto da criança e deixe-a a sós com eles. Entre após alguns minutos e veja quem vai ser comido e quem vai ganhar um nome e um penteado novo.

Situações como estas que confundem um personagem de história infantil com um alimento congelado, heroísmo com sofrimento, docilidade com violência, acabam por distorcer valores em formação pela criança.
Diversos estudos já demonstraram a relação entre violência animal e violência humana. Aqui está um bom exemplo: serial killers têm, em 90% dos casos, história de maus tratos com animais na infância. O desprezo pela vida de um animal acarreta na perda pela santidade da vida humana. Crianças aprendem valores de compaixão e respeito através da relação que elas têm com os animais. Compaixão pelos animais, compaixão pela humanidade. Se animais podem ser mortos para satisfazer uma necessidade, então qualquer forma de vida pode também.

É claro que isto não se manifesta largamente na sociedade, pois existem regras sociais e de comportamento às quais aprendemos a obedecer. Obviamente, não são todos que cresceram comendo carne que se sentem à vontade para matar pessoas ou que se envolvem em atos de violência, grupos sectários, atividades que exploram trabalho escravo ou infantil e tantas outras formas de violência presentes ao nosso redor. No entanto, a mensagem para a criança que está formando estas regras pelo contato com o ambiente é uma de menosprezo à vida, de descaso ao sagrado. O impacto que isto tem na relação entre famílias, ideologias, sociedades, países, religiões, é imensurável.

Imagine um mundo livre de violência contra animais e você verá um mundo livre de violência contra humanos!
 por Dr. George Guimarães
Nutricionista

Brincando na Cozinha - SENAC e a GRIFE PRIMO CORTE

No ano de 2011 tive a oportunidade de fazer parte do "Projeto Souvenir de Literatura Corporativa", criando e executando as receitar para o livro institucional da Novilho Precoce MS ao qual soma uma série de receitas regionais com cortes de carne da grife PRIMO CORTE. O livro é resultado da parceria com a Escola de Gatronomia do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial regional Mato Grosso do Sul (Senac/MS), e conta com o apoio do Sebrae/MS, Famasul, Seprotur, Embrapa Gado de Corte e Safe Trace.

O mais importante foi o prazer de executar os pratos... como sempre boas risadas no ar...
Abaixo segue as imagens das minhas criações.

Bracciola de Coxão Mole Primo Corte com Arroz de Amêndoas e Salada de Brocólis crú ao vinagrete.

Entrecote Primo Corte Grelhado com Gratin de Cebola.

Lagarto Primo Corte à Boiadeiro com Creme de Abóbora e queijo caipira.

Picanha da Terra Invertida.

Contra Filé Primo Corte Recheado com Presunto e Queijo Acompanhado com mini legumes salteados.

Surtum na cebola com Bori Bori assado.

Picanha Primo Corte na Crosta de Sal com Cebolas Glaceadas na Rapadura.

Bruschetta de Steak Tartare. 

Cozido de Panela e Pequi com Purê de Mandioca da Terra.

Hambúrguer de Fraldinha Primo Corte com Batatas Rústicas.

Maminha Primo Corte Lardeada Acompanhada de Pão de Alho.

Tornedo Primo Corte em Pó de Alecrim e Cumbaru Guarnecido com Purê  de Batata Baroa.

E também gostaria de agradecer a nossa equipe maravilhosa!!
Alessander, Rosa Maria, Antonio Paulo e Sandro Zini.


Receita Pantaneira - Macarrão de Comitiva

Ingredientes:
Carne de sol em cubos médio 800 g
Pimentão vermelho em brunoise 100 g
Tomate em brunoise 200 g
Cebola em brunoise 100 g
Alho picado 15 g
Cheiro verde picado 20 g
Pimenta dedo-de-moça em brunoise 10 g (opcional)
Macarrão espaguete 500 g
Água quente 1000 ml
Óleo 30 ml
Sal 10 g

Modo de Preparo:
1. Se a carne estiver muito salgada, deixar de molho em água fria por aproximadamente 01 hora. Cortar em cubos médios.
2. Fritar a carne em óleo quente até dourar bem.
3. Acrescentar a cebola, o alho, o pimentão, a pimenta dedo de moça e o tomate.
4. Acrescentar o espaguete quebrado em pequenos pedaços. Fritar.
5. Mexer bem e pingar água aos poucos para cozinhar. Para atingir um ponto cremoso.
6. Adicionar o sal.
7. Finalizar com o cheiro verde.
8. Servir.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Comida Pelo Mundo - Sicilia - ITÁLIA

Na maior ilha do Mediterrâneo, brilham ricos pescados, legumes, verduras e doces clássicos como o marzipã e a cassata 
Guta Chaves e Dolores Freixa, especial para o iG São Paulo
A Sicília, cuja capital é Palermo, é a maior ilha do Mediterrâneo. Sua cozinha se faz com pouca carne vermelha, muitos peixes como o atum e o espada, além de frutos do mar, legumes e verduras. É a terra do famoso vinho doce Marsala, que pode ser aperitivo ou companhia para a sobremesa, e produz também um conceituado passito.

Em sua introdução a respeito da comida no coração do Mediterrâneo, o livro Culinária Itália, Especialidades Italianas diz que, ali, comer e beber significa também, e sempre, uma viagem pelo tempo e pela cultura de épocas passadas. É uma referência às influências de muitos povos, recebidas desde a pré-história. Gregos, normandos, bizantinos, árabes, romanos. Todos deixaram uma contribuição e ajudaram a compor o jeito de viver dos sicilianos que, no geral, são muito ligados à família e adoram sol e comida. Assim, canela, noz-moscada, açúcar, frutas cítricas, melões, açafão, pimenta, damascos, tomate, muitos pesados e bons vinhos compõem uma parte do elenco gastronômico trabalhado na ilha e arredores.
Beber, comer bem, sem esquecer o prazer

O lema acima é atribuído ao modo de viver dos monges que habitavam a Sicília no século XIX, antes da unificação da Itália. Praticamente tudo dentro dos conventos e monastérios girava em torno de uma opulenta cozinha. É que muitos filhos mais novos de nobres, como príncipes e condes, acabavam sendo "obrigados" a seguir a carreira religiosa já que na época só os primogênitos tinham direito a herança. Tirar o sustento do próprio trabalho não era bem uma opção. Para compensar, esses filhos de muito ricos tentavam ter uma vida boa, comendo e bebendo muito bem antes da missa, depois da missa etc. Havia funcionários exclusivamente dedicados a ralar queijo, infraestrutura poderosa para fazer assados fartos de vitelo ou peixe. E por aí vai.

Para obter mais referências históricas do jeito de viver e comer dos sicilianos, uma sugestão de leitura é o romance O Leopardo, do príncipe Giuseppe Tomasi di Lampedusa. Virou filme, nos anos 60, pelas mãos de Luchino Visconti, com Claudia Cardinale, Burt Lancaster e Alain Delon nos papéis principais. Versa sobre a vida do príncipe de Salina, na época às voltas com a unificação da Itália e que por isso vai se refugiar em Donnafugata, na Sicília, onde fica sua casa de verão. A descrição do jantar de gala oferecido pelo príncipe aos ricos da cidade é emblemática. Na dúvida sobre o que servir, a refeição é toda pautada por pratos sicilianos caseiros. Simples e bons. É o jeito encontrado por Lampedusa para mostrar que a aristocracia na época vivia de um jeito requintado, mas não cedia sempre às modernindades da alta cozinha. A principal dúvida do anfitrião era abrir ou não os trabalhos do banquete com a sopa que era moda. Decidiu por outra coisa: um extraordinário empadão de massa folhada, macarrão e queijo caciocavallo ralado, recheada de presunto em cubos, frango, fígado, ovos cozidos, trufas... É o timbalo di maccheroni.
Produtos e Prato Típicos

Abóbora (zucca) e abobrinha italiana (courgete): em toda a Itália as flores de abóbora são consumidas fritas ou fritas e recheadas. A abóbora em si também pode ser assada, dourada com tomate, alho e manjericão, fatiada e passada na farinha antes de fritar, recheada de queijo, grelhada, pode virar doce...

Arancini di riso: bolinhos de arroz fritos. São feitos de uma mistura do cereal com tomates e cebolas picadas, sal, pimenta, pecorino ralado e ovos e recheados de carne de vaca. Ou frango.

Cannelloni ripieni: a massa feita de farinha de trigo e sêmola de grano duro é enrolada e recheada de carne de vaca, pimenta moída, noz-moscada e queijo (caciocavallo ou pecorino).

Canolli: canudos crocantes de massa feita à base de farinha, vinho branco e açúcar. São recheados de creme de ricota, frutas cristalizadas ou chocolate amargo.

Caponata: amoso antipasto local, também usado como acompanhamento de pratos ou em saladas. É um guisado de legumes agridoce, feito com berinjela, cebolas, tomates, alcaparras, pinolis, uvas passas, vinho tinto, azeite e manjericão.
Cassata: clássico da confeitaria siciliana. É um bolo festivo normalmente associado às festas de casamento e de batizado. Placas de massa de biscuit são recheadas de uma mistura de ricota, frutas cristalizadas, avelãs... Geléia de damasco e pistache também podem aparecer no recheio. Uma variação da cassata pode ser o bolo recheado de sorvete e frutas cristalizadas.

Farsumagru: o bife de vitela é enrolado e regado a um molho reduzido de vinho tinto. No recheio, uma mistura de presunto, embutidos e queijo caciocavallo. Manjerona e louro são usados para aromatizar o prato.

Laranjas e limões: os frutos cítricos são responsáveis por boa parte da fama da Sicília, que produz 90% dos limões da Itália. Curiosamente especialistas dizem que os melhores não são os sicilianos e sim os da Costa Amalfitana. De todo modo, a ilha é tomada por limoeiros e pés de laranja e os tem cravados em sua história.

Marzipã: doce de origem árabe preparado com amêndoas moídas, açúcar, clara de ovos. Pode ser moldado em vários formatos. Não seria surpresa ao entrar em uma confeitaria em Palermo deparar-se com um cesto de tangerinas tentadoramente lindas e brilhantes... e falsas. São de comer, mas não são frutas. Na verdade, são feitas de marzipã.

Marsala: forte e doce, é consumido como aperitivo, pode substituir a sobremesa, acompanhá-la ou ser um de seus ingredientes. Já foi o mais famoso vinho da ilha (leia abaixo o verbete Vinhos). É feito a partir de uvas brancas muito maduras e envelhecido em armazéns no porto de Marsala. Pode ser de cor âmbar ou mais intensa, para o rubi, quando durante o preparo é misturado a uvas tintas.

Pescados: os peixes e frutos do mar são obtidos em três zonas de costa. A oriental começa no estreito de Messina, onde se pesca o peixe-espada, estrela da Campanha e do sul da Itália. Na costa do Ciclope, delimitada por Aci Trezza, Aci Reale e Catânia, são obtidos garoupas-badejo e sargo, muito consumido quando assado sobre brasas. Da costa sul, entre Pozallo e Marsala, o principal peixe é o dentão, que pode ser cozido ou ir ao forno com cebolas e caldo de carne. Já o atum, que chega a antingir quatro metros de comprimento, é pescado no mar de Scopello, Castellammare e Magazzinacci. A pesca nessa região, no entanto, vem sendo prejudicada pela poluição costeira e frotas de pesca japonesa. Especificamente em Favignano, o trabalho ainda gira em torno do atum, obtido em quantidade menos significativa atualmente. O peixe é cortado em bifes e grelhado, mas também é fatiado para ser comido como car paccio.
Vinhos: a pequena e rochosa ilha de Pantelleria, na costa sudoeste, é também chamada de ilha dos ventos – que sopram de todos os lados. Produz o conceituado passito, um moscato típico de colheita tardia feito a partir das uvas da variedade zibebo. É doce. De sobremesa. Para além do passito, o especialista José Ivan dos Santos, autor do livro Vinhos: O Essencial, classifica a Sicília da seguinte maneira: “essa ilha não longe da costa da África, produz tanto vinho quanto a Austrália e o Chile juntos e, no entanto, exporta muito pouco sob sua própria bandeira. É um fornecedor-chave para os misturadores do norte e contribui para os vinhos feitos em grande quantidade na Europa.”

Bibliografia Recomendáveis:
BEATO, Manoel; CHAVES, Guta (Org.). Guia de Vinhos Larousse. São Paulo: Editora Larousse, 2007.
CHAVES, Guta (Org.). Larousse do Vinho. São Paulo: Editora Larousse, 2007.
CARLUCCIO, Antonio. Cozinha Italiana Completa. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2006.
HAZAN, Marcella. Fundamentos da Cozinha Italiana. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997.
HAZAN, Marcella. La Cucina. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
MEDAGLIANI, Eugenio; PIRAS, Claudia. Culinária Itália. Ed. Köneman.
MAYES, Frances. Sob o Sol da Toscana. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1999.
MONTANARINI, Maria. Os Sabores da Sicília, São Paulo: Editora SENAC, 2004.
TREFZER, Rudolf, Os Sabores do Piemonte. São Paulo: Editora Senac.
VIZIOLI, Paulo. Italianos à Mesa. São Paulo: Editora Nova Alexandria, 2001.
ZAVAN, Laura. Larousse da Cozinha Italiana. São Pauo: Editora Larousse do Brasil, 2006.

Site:

Filmes:
Sábado, Domingo e Segunda. Direção: Eduardo De Filippo. Itália, 1990.
Sob o Sol de Toscana. Direção: Audrey Wells. EUA, 2003.