sexta-feira, 30 de julho de 2010

Live Mocha - Aprenda linguas em casa

Para aquele que vivem dando desculpa que não tem tempo para nada, esse éuma grande oportunidade de aprender linguas sem sair de casa. Acessem e entendão mais a metodologia do Live Mocha.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Geléia de pimenta

pro Marcilio de Souza

Um sabor inrresistivel e diferente, sempre que eu faço e sirvo, eu ja espero alguém perguntar, e logo vem a pergunta endagada por um NOSSAAAA "o que é isso?". É uma boa opção para um churrasco ou alimentos fritos com batata frita, peixe.. na verdade voce deve testar com tudo e depois me contar para fazer um teste. Uma vez que cada paladar é um paladar.

Ingredientes :
Pimenta dedo-de-moça picada e sem semente 50 g
Cebola em cubos pequenos  40 g
Alho 05 g
Morango em cubos pequenos 300 g
Coentro picado 10 g
Açúcar refinado 300 g
Água 600 ml 
Pêra com a casca cortada em cubos pequenos 01 unidades
Suco de limão 40 ml
Suco de laranja 50 ml  


Preparo:
1- Dissolver o açúcar na água, o suco de limão e o suco de laranja em fogo baixo.
2- Quando estiver no ponto de calda fina, adicionar a pimenta, a cebola, o alho, a maçã, a pêra  e os morangos.  Mexer bem. 
3- Deixar cozinhar até a mistura ficar bem homogênea e consistente (se preferir pode bater tudo no liquidificador).
4- Checar a pimenta e se necessário adicionar mais pimenta.
5- Adicionar o coentro e cozinhar até a textura desejada.
6- Retirar do fogo e depois que a geléia esfriar.
7- Armazenar em recipiente fechado na geladeira por no máximo 30 dias.


DIca: Não deixe a geléia muito espessa, pois quando ela esfriar via concentrar mais a textura, o que pode deixa-la muito dura.

FEIRA DO EMPREENDEDOR MS

Rosa Maria Just e Marcílio de Souza Silva ensinarão o preparo de pratos típicos da culinária sul-mato-grossense, servidos de uma forma diferente.
Segue abaixo o link com a noticia completa:
Fonte: Campo Grande News


http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=40&id=300711

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Feijão

Nome científico: Phaseolus vulgaris L.
Família: Leguminosae
Origem: América do Sul e Central

Características da planta: Planta anual, um pouco pubescente, de caule finos, que pode atingir até 60 cm de altura, ou possuir hábito de trepadeira, atingindo assim 3 m de extensão. As folhas são compostas por três folíolos, sendo um terminal e os dois restantes laterais e opostos. O fruto é uma vagem de comprimento variável, de 10 a 20 cm, reta ou curvada, contendo numerosas sementes de cor e formato de acordo com a variedade; há assim feijões brancos, amarelos, vermelhos, pardos, róseos, pretos e pitalgos.

Características da flor: flores hermafroditas e dispostas em rácimos axilares muito mais curtos que as folhas. Apresentam cálice verde e a corola é composta por cinco pétalas de coloração branca, amarelada, rosada ou violácea.

*fonte: Flores do Alimento - Silvestre Silva - Empresa das Artes - 1997

O feijão é o alimento "típico" do prato do brasileiro e é responsável pela maior parte das proteínas que ingerimos. Apesar de sua importância, a produção não tem acompanhado o consumo e nem a produtividade tem aumentado de modo significativo, estando longe da alcançada pelos produtos chamados de exportação.

O feijão ainda tem uma especial importância pelo Brasil, não só por ser o maior produtor e consumidor mundial, mais também por ser uma das principais fontes de protéicas de nosso povo e além de, é claro, fazer parte do "prato brasileiro", juntamente com o arroz, bife e batata frita.

O cultivo do feijão

O feijoeiro comum é originado das regiões elevadas da América Central (México, Guatemala e Costa Rica), e é uma planta que deve ser cultivada em regiões ecologicamente favoráveis ao seu desenvolvimento, com temperaturas ao redor de 21° C. Não deve haver excesso de água nem deficiência, sendo ideal que a precipitação pluviométrica atinja aproximadamente 100mm mensais, bem distribuídos durante o ciclo da cultura. No Brasil, as terras do Estado de São Paulo, em sua maioria são ecologicamente favoráveis à cultura do feijão.


Qual é o feijão mais Ultilizado no Brasil?
Fábio Marton

Em matéria de feijão, o brasileiro é quase unânime – dominando 71% da produção, o tipo conhecido como carioca é o melhor amigo do nosso arroz. O que quase ninguém sabe é que o feijão mais popular do país do arroz-com-feijão só existe há 30 anos. O carioquinha – que recebeu esse nome por causa das suas listras, que lembram o calçadão de Copacabana – foi desenvolvido a partir de mutações e cruzamentos de outras variedades de feijão marrom, como o jalo e o mulatinho. Esse feijão turbinado produz o dobro das variedades tradicionais e, com preço mais acessível, dominou todo o país.

Todo? Não, duas aldeias ainda resistem... No Rio Grande do Sul e, ironicamente, no Rio de Janeiro, o "carioquinha" não tem vez. Segundo o historiador Carlos Antunes, da Universidade Federal do Paraná, a origem dessa diferença é dos tempos do Brasil colonial. Para ele, o consumo de feijão no Sul e Sudeste do Brasil seguiu o caminho de dois tipos de viajante: os tropeiros e os bandeirantes. Como esses exploradores iam fundando cidades por onde passavam, cada região acabou herdando o gosto de seu colonizador.

Os tropeiros, mercadores de produtos da agropecuária gaúcha, consumiam feijão-preto sem caldo e com farinha de mandioca, lingüiça e toucinho, para facilitar o transporte e conservação. Já os paulistas, goianos e mato-grossenses foram influenciados pelos bandeirantes, que levavam feijão marrom e com caldo em farnéis, bolsas de couro impermeáveis. O Rio de Janeiro aderiu ao feijão-preto quando a feijoada foi inventada, no século 19, e acabou abolindo todos os outros tipos da leguminosa.

A região de Belém do Pará tem a história mais curiosa: o gosto regional por feijão-manteiguinha e fradão – variantes do feijão americano de chili – foi introduzido pelos funcionários das indústrias Ford, que se instalaram lá no começo do século 20 para a extração de borracha.

Fradão
Onde: Pará
Prato: Filhote de pai-d’égua. Um vinagrete com feijão servido com farofa, arroz e peixe filhote no espeto.

Mulatinho
Onde: Parte do Nordeste
Prato: Feijoada nordestina. É como a tradicional, mas acrescida de abóbora e aipim.

Feijão-de-corda
Onde: Ceará
Prato: Baião-de-dois. Uma mistura de feijão, carne de charque e arroz, regada com manteiga de garrafa.

Fradinho
Onde: Bahia
Prato: Acarajé. Bolinho de feijão recheado com vatapá, camarão e vinagrete.

Preto
Onde: Rio de Janeiro
Prato: Feijoada. O clássico da culinária brasileira: feijão com carne de porco.

Branco
Onde: Santa Catarina
Prato: Eisbein com feijão-branco. Joelho de porco cozido, servido tradicionalmente com feijão-branco.

Preto
Onde: Rio Grande do Sul
Prato: Feijão tradicional. Amigo inseparável do nosso arroz branco.

Cavalo
Onde: Paraná
Prato: Salada de feijão-cavalo. Salada simples de feijão, cebola e azeite. É servida para acompanhar a carne de churrasco.

Jalo
Onde: Minas Gerais
Prato: Feijão-tropeiro. Feijão sem caldo misturado com farinha de mandioca e ovos fritos em pedaços.

Rosinha
Onde: Centro-Oeste
Prato: Feijão à moda do Pantanal. Uma mistura de feijão, lombo de porco, lingüiça e repolho-branco.

Carioca
Onde: Em todo o país
Prato: É usado em diversas preparações.
Fonte:

quarta-feira, 21 de julho de 2010

FEIRA DO EMPREENDEDOR MS

VAI COMEÇAR A FEIRA DO EMPREENDEDOR: UMA SENHORA OPORTUNIDADE PARA VOCÊ
Crédito: Divulgação

Quinta-feira, dia 22, começa a Feira do Empreendedor do Sebrae-MS. Foram meses de planejamento e definição de estratégias para oferecer a empresários e futuros empresários o que há de mais interessante e inovador em 11 Salões Temáticos. Serão quatro dias de Feira e mais de 240 atividades entre palestras, oficinas e encontros empresariais.
Quem visitar a Feira terá dezenas de atrativos ligados ao seu ramo de interesse. Cada um dos salões temáticos foi estrategicamente definido de acordo com as características do mercado sul-mato-grossense. Todos os segmentos de maior representatividade comercial no Estado poderão ser encontrados no evento. São eles:

- Reparação automotiva: tendências de produtos e serviços inovadores, informações sobre gerenciamento, formalização e diversas palestras e capacitações para o empresário desse segmento. Com 220 metros quadrados, o salão oferece sala de treinamento para 30 pessoas e expositores selecionados com base nas oportunidades de negócios para o visitante.
- Gastronomia: Um setor em franco crescimento, movimenta a economia e registra cerca de 2.622 estabelecimentos formais, que geram uma média de 7.203 empregos. Nos 549 metros quadrados desse salão, o visitante encontrará uma grande variedade de produtos, serviços, equipamentos e as últimas novidades.
- Moda e confecção: Contará com a presença de mini-indústrias onde o empresário ou futuro empreendedor do setor poderá conhecer todo o processo de funcionamento de uma confecção de camisetas, uniformes e lingeries, com suporte dos alunos do Senai e do Curso de Moda da Anhanguera/Uniderp. Durante a Feira serão realizados dois desfiles diários.
- Agronegócio: Um dos mais importantes setores para a economia do país e grande responsável pelo desenvolvimento em Mato Grosso do Sul. Nas palestras será abordada a aceitação dos orgânicos no mercado e suas vantagens para o meio ambiente e outros seis segmentos para diversificação do agronegócio.
- Franquias e representações: o tipo de negócio considerado por muitos o mais seguro. Marcas consolidadas de diversos segmentos estarão representadas na Feira. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor deve crescer 15% só em 2010.
- Internet e tecnologia: A importância de inserir a empresa no mundo on line e de informatizar os sistemas de informação serão abordados nos salões de Internet e Tecnologia. Salão que deve ser visitado por todos os empreendedores, dos diversos segmentos presentes na Feira.
- Show de beleza: É a sétima edição do evento realizado pelo Senac, pelo segunda vez dentro da Feira do Empreendedor. O setor que não enfrenta crises. Cabeleireiros, maquiadores, esteticistas, massoterapeutas, manicuras e depiladoras poderão encontrar o que há de mais interessante e inovador no segmento.
- Artesanato: O setor tem se profissionalizado e despertado a atenção do mercado corporativo, voltado para brindes e presentes. Grandes redes procuram peças artesanais, mas com algumas exigências. Capacitação, comercialização, fornecedores, soluções em design, embalagem, exportação e muito mais estarão no Salão de Artesanato.
- Comércio e Serviços: Oportunidades e soluções para o varejo e prestação de serviços.
- E outros, como Salão Conexão Comercial, onde acontecem encontros empresariais e orientação sobre como vender para grandes empresas e o Salão de Máquinas e Equipamentos, além do espaço de atendimento Orientação Empresarial, que reúne entidades parceiras e os principais órgãos envolvidos na abertura de empresas.

São patrocinadores da Feira do Empreendedor 2010: Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Senar, Funar, Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul (OCB-MS/ Sescoop-MS), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Federação do Comércio de Bens e Serviços do MS (Fecomercio), Sistema FIEMS, Banco do Brasil, Prefeitura de Campo Grande, Prefeitura de Dourados, Prefeitura de Três Lagoas e Governo do Estado de MS.

Fonte: SEBRAE/MS

terça-feira, 20 de julho de 2010

Carne - Métodos de cocção (cozimento)

Formas de Preparo

Todos os cortes de carne podem render excelentes e saborosos pratos se preparados corretamente. Se, ao pensar em carne bovina, você só consegue imaginar um bife grelhado, saiba que existem muitas outras formas de preparo, que acentuam o sabor e a maciez de cada corte. A seguir, você vai encontrar informações sobre as várias maneiras de preparar a carne.

Conhecimentos básicos

A forma de preparo mais adequada para cada corte de carne dependerá dos seguintes fatores:

1. a maciez natural do corte: a maciez depende do corte em si (ou seja, de sua localização na carcaça), da quantidade de tecido conjuntivo, da idade do animal e da forma de processamento da carne (a carne maturada geralmente é mais macia);

2. a quantidade e o tipo de tecido conjuntivo: cortes com maior teor de tecido conjuntivo são mais rijos, portanto devem ser preparados com métodos de calor úmido, que solubilizam esse tecido e amaciam a carne;

3. a marmorização ou marmoreio: é a quantidade de gordura entremeada nas fibras da carne. Cortes magros cozinham mais rapidamente que cortes com maior teor de gordura entremeada. Se cozidos por longo tempo, cortes magros perdem o suco, passam do ponto e ficam mais duros;

4. o tamanho do corte.

Basicamente, existem dois modos de cozimento de carne: por calor seco e por calor úmido. Os métodos por calor seco não usam água, porém podem empregar óleo ou gordura em pequenas quantidades. Cortes mais macios e com menos tecido conjuntivo devem ser preparados de preferência em calor seco (na grelha, no forno ou fritos em pouco óleo). Formas de preparo por calor úmido (que empregam água ou óleos) realçam o sabor das carnes. Cortes menos macios, que têm maior teor de tecido conjuntivo (particularmente cortes do dianteiro), devem ser preparados em calor úmido (cozidos, em panela de pressão ou fritos imersos em óleos ou gorduras) até que as fibras se amaciem. 

A temperatura de cozimento é um dos aspectos mais importantes da preparação da carne. Pesquisas científicas mostram que, quanto maior a temperatura de cozimento, maiores são as perdas por desidratação, o que deixa a carne menos suculenta e menos macia. Portanto as temperaturas de baixa a moderada são as mais adequadas para o cozimento da carne (entre 140ºC e 170ºC). Porém, para assar cortes magros, a temperatura deve ser mais alta (200ºC).

Grelhar
Grelhar é um método de cozimento por calor seco. "Grelhar" significa assar ou tostar a carne em cima de uma grelha. É uma forma de preparo adequada para cortes magros e macios. Para grelhar a carne, não deixe de preaquecer a grelha. Recomenda-se grelhar bifes com pelo menos 2 cm de altura, pois bifes muito finos podem ficar secos e passar do ponto rapidamente. Pedaços mais grossos podem ser grelhados em temperatura menor do que a utilizada para os mais finos, pois os bifes grossos necessitam de maior tempo de cozimento da parte interna e é preciso evitar que a sua superfície fique torrada demais. É sempre importante tostar a carne de um lado (selar a superfície, para que os sucos da carne não se percam) e, depois, virá-la para tostá-la do outro lado. Prefira espátula ou pinça para virá-la, pois, assim, evita furá-la. Se usar garfo, espete apenas o cantinho da carne.

Os cortes que podem ser grelhados são os de lombo como a bisteca e o t-bone, o filé mignon, o contrafilé, a alcatra, o miolo da alcatra, a picanha, a maminha, a fraldinha, o patinho e o coxão mole, além do hambúrguer de carne moída.

Assar
Assar é um método de preparo por calor seco. Significa preparar a carne dentro do forno em uma travessa ou em uma panela sem tampa, permitindo que o calor seco circule livremente até que o alimento esteja cozido e que a sua parte externa esteja dourada. É o procedimento indicado para cortes de carne grandes (mais de 1,5 kg), mais macios e com um pouco de gordura (que garante a sua maciez). Para deixar a carne assada ainda melhor, coloque-a sempre na parte central do forno.

Cortes com uma leve cobertura de gordura permanecem mais suculentos. O ideal é que sejam assados em forno com temperatura baixa a moderada (entre 160ºC e 170ºC) por tempo longo, para evitar que o tamanho da peça de carne se reduza muito. Devem ser servidos bem-passados.

Ao usar cortes magros, é preciso tomar cuidado para que o assado não fique seco. É preciso regá-lo freqüentemente com algum molho ou líquido ou envolvê-lo em papel-alumínio ou celofane (conforme o corte), assando-o em alta temperatura (200ºC) e por pouco tempo.

É sempre bom pesar a carne antes de assá-la. Para cada 0,5 kg de carne bovina, calcule entre uma hora e uma hora e meia para assar. Quando calcular a quantidade de carne para um determinado número de pessoas, lembre-se de que, quando é assada, a carne perde água e, portanto, sofre considerável redução de peso.

Quando retirar a carne assada do forno, aguarde uns dez minutos até cortá-la, pois ficará mais fácil de fatiar e os sucos e sabores se acentuarão. Alguns dos cortes que podem ser assados são o peito, o cupim, a costela, o contrafilé, o filé mignon, a picanha, a alcatra, a maminha, o coxão duro, o lagarto, o coxão mole e a fraldinha.

Refogar
É um método de preparo de carne por calor seco, adequado para carnes macias e com pouca gordura. Refogar significa cozinhar ou dourar a carne rapidamente em uma pequena quantidade de óleo em uma frigideira ou panela.

Quando possível, seque os pedaços de carne com um papel toalha antes de refogar, pois, assim, eles dourarão mais facilmente. Use panelas de fundo grosso, que distribuem o calor uniformemente. Evite colocar muitos pedaços ao mesmo tempo, pois a carne acabará ficando cozida e não ficará dourada. Após retirar a carne, adicione um pouco de água para liberar os sucos do fundo da panela e preparar um molho de carne rápido e saboroso.

Curiosidade: O termo "sauté" vem do francês "sauter", que significa "saltar", "pular", e refere- se ao processo de mexer o alimento vigorosamente para que ele doure de modo uniforme.

Curiosidade: "Styr-fry" vem do inglês e significa "mexer e fritar". É uma forma de preparo muito utilizada em pratos de origem oriental, preparados em uma panela antiaderente de fundo arredondado chamada "wok", que também pode ser substituída por uma frigideira ou panela funda antiaderente. Styr-fry nada mais é que cozinhar pequenos pedaços de carne rapidamente em uma pequena quantidade de óleo vegetal (uma colher de sopa) em alta temperatura, mexendo sem parar. Geralmente se corta a carne em tiras finas (de 1 cm de largura) perpendicularmente às fibras (para torná-la mais macia e evitar que encolha durante o cozimento) e adicionam-se a ela vegetais ou massas.

Podem-se refogar cortes como contrafilé, filé mignon, alcatra, fraldinha, pacu (bife do vazio), coxão mole e hambúrguer.

Fritar
Fritar é um método de preparo por calor úmido. Significa cozinhar a carne em óleo ou gordura quente, geralmente em uma frigideira.

Prefira frigideiras de fundo grosso, de alumínio ou de ferro fundido. Evite virar muito a carne na panela e, se usar um garfo para virar os bifes, procure espetar apenas o cantinho para evitar que a carne perca o suco.
Podem-se fritar cortes como bifes finos, hambúrguer de carne moída ou bifes de filé mignon, de coxão mole, de patinho, de fraldinha e de contra-filé.

Ensopar
Os cozidos ou ensopados são carnes preparadas em calor úmido, ou seja, com água por um período longo. O procedimento é indicado para cortes menos macios, que, normalmente, são mais baratos. Os cozidos e ensopados são excelentes formas de preparo, que acentuam o sabor das carnes, especialmente quando se utiliza um líquido bem temperado (como água e ervas, temperos etc.). O cozimento em panela de pressão torna a carne mais macia e saborosa, além de reduzir o tempo de cocção.

Corte a carne em pedaços de mesmo tamanho para que cozinhem uniformemente. Assim, você obterá melhores resultados. Quando possível, seque os pedaços de carne com um papel- toalha antes de colocá-los na panela. Recomenda-se o preparo de alguns pratos (como rabada e garrão ou ossobuco, por exemplo) no dia anterior, reservando-os na geladeira de um dia para o outro (pois, assim, os sabores se acentuam), reaquecendo-os no dia seguinte e retirando qualquer excesso de gordura que se tenha solidificado na superfície.

A temperatura não deve ser muito alta para que a carne cozinhe aos poucos e de maneira mais uniforme. Cuidado com o tempo de cozimento, pois, se for cozida por mais tempo do que o necessário, a carne ficará desidratada (seca) e menos macia.

Não é recomendável ferver a carne, pois ela fica muito dura, os sucos evaporam e alguns molhos podem talhar (coagular). Na maioria dos casos, é indicado aquecer a água até o ponto de fervura e depois reduzir o fogo, para que a carne vá cozinhando lentamente. Como é de conhecimento geral, a água pura ferve na temperatura de 100ºC. Para saber se a água está em ponto de fervura, basta observar se há grandes bolhas de ar subindo continuamente e explodindo na superfície do líquido. Para saber se a temperatura está correta para cozinhar carne, basta observar se há um fluxo contínuo de pequenas bolhas de ar subindo pelo líquido, que ficam visíveis somente na superfície. Nessa temperatura, cozinha-se a carne de maneira apropriada, amaciando suas fibras e realçando seu sabor.

Podem ser ensopados ou cozidos os seguintes cortes: músculo (que fica excelente em sopas), garrão ou ossobuco, rabo, peito, raquete, peixinho, miolo da paleta, acém e costela. Carnes cozidas com osso produzem molhos mais saborosos e consistentes.

Fonte: SIC - Serviço de Informação da Carne
(11) 3814.4147 sic@sic.org.br ou www.sic.org.br

A GASTRONOMIA FRANCESA

DA IDADE MÉDIA ÀS NOVAS TENDÊNCIAS CULINÁRIAS
por Carlos Roberto Antunes dos Santos
DEHIS/SCHLA/UFPR 
Falar da gastronomia na França, do ponto de vista do historiador, significa buscar suas origens, explicar a sua reputação, destacar as relações que ela mantém com as diversas produções alimentares inter-regionais e transnacionais e as suas tendências diante das novas culinárias hoje presentes, como a cozinha molecular.

A indiscutível supremacia da cozinha francesa através da História Moderna e Contemporânea nos leva às suas origens medievais, e à sua definição como a fusão de três elementos indispensáveis: a riqueza de ingredientes; a sabedoria na maneira de utilizá-los e o requinte nos mínimos detalhes. Com charme e versatilidade incontestáveis, quer falando da Cozinha Clássica ou da Nouvelle Cuisine, a gastronomia francesa é responsavel pelas inúmeras outras cozinhas que nela se espelharam e estão espalhadas pelo mundo, bem como das formas de fazer da cozinha e da mesa verdadeiras artes.

A partir deste enunciado, podemos interrogar a gastronomia francesa, em termos de História da Alimentação, a partir de quatro questões: 1. Desde quando esta reputação gastronômica, da qual os franceses sempre se orgulharam, nasceu? 2. Como esta reputação gastronômica se mantém até hoje? 3. Porque ela aconteceu na França? 4. Qual o comportamento da cozinha francesa diante da gastronomia molecular, principalmente a dos espanhóis?
Geralmente a idéia que se tem da Idade Média é aquela de cavaleiros brutais rasgando a dentada a caça ainda quente e a sangrar, os camponeses vivendo permanentemente com fome, os monges gordos de grandes barrigas que vivem só a comer; cozinheiros ignorantes trabalhando com instrumentos primitivos. Esta é a idéia que se tem da alimentação medieval, isto é, tempos bárbaros que só podem corresponder a cozinhas bárbaras. Isso é uma visão já ultrapassada, pois os documentos de séculos atrás, nos revelam que os camponeses da Alta Idade Média (sécs. V ao X), salvo em tempos de acidentes climáticos, comiam de acordo com a fome que tinham e, muitas vezes melhor que os camponeses do séc. XVII (Era Moderna). E, entre as elites, desenvolveu-se nesta época medieval uma arte culinária, no sentido da gastronomia, que não fica nada a dever à nossa, no que diz respeito à variedade e sofisticação. É preciso considerar que a herança greco-romana (antiguidade Clássica) não foi aniquilada durante as invasões bárbaras e que permaneceu na aristocracia da Alta Idade Média, constituindo uma cozinha muito interessante.

Sendo a Idade Média uma civilização essencialmente cerealista, o pão torna-se o alimento principal, consumido na ceia, junto ao vinho. Portanto, pão e vinho são alimentos essências nesta época. Em face da importância da Igreja no cotidiano medieval, a evolução da cozinha foi lenta e progressiva, sendo que alguns alimentos foram postos de lado como os temperos de peixes (que eram largamente utilizados pelos romanos), substituídos por outras especiarias como a noz-moscada e o Cravo-da-Índia (começam a ser introduzidos na farmacopéia e depois na cozinha).

Ao longo da Idade Média opera-se uma outra modificação fundamental: a forma do corpo (o aprumo) da pessoa que come. O hábito de comer deitado da época romana é substituído pelo hábito de comer sentado, determinado pela passagem de uma cozinha fundada nos picados e almôndegas que podiam se agarrados com as mãos, para uma outra em se priorizava o corte das carnes.
A mesa francesa medieval em certos períodos era farta, com a presença de peixes como congrios, arenques, salmões, enguias, lagostins, trutas, esturjões, empadas de Paris, tortas, pudim de ovos, queijos, castanhas, mostarda, pêras, alho, cebolas, e outros. Desta forma, na I. Média se constituiu uma arte de mesa original e requintada, uma certa gastronomia. A cozinha francesa na Idade Média é, sob certos aspectos, diferente da nossa tendo os gostos e hábitos alimentares sofridos profundas alterações. Mas essa ruptura não se deu de um dia para o outro. Importante destacar que em 1486, foi impresso o primeiro livro de culinária na França, intitulado “Le Viandier” com 230 receitas. Desse ponto de vista, a Renascença na França não parece ter sido um século de grandes mudanças culinárias, pois a influência medieval ainda estava muito forte e muito próxima.

A descoberta da América e do caminho marítimo para as Índias, e a conquista espanhola da América Central trouxe novos alimentos para os europeus: tomate, pimentas, milho, batata, feijão verde, novas especiarias, temperos, peru e outros. Entretanto, a introdução destes novos alimentos na cozinha européia e especialmente a francesa, não foi algo de imediato. O uso destes alimentos manteve-se mais restrito até o séc. XVII, quando a nobreza e uma nova geração de cozinheiros demonstram claramente seus distanciamentos da cozinha gótica. A partir deste período, pode-se dizer que em França os gostos e as maneiras de comportamento á mesa (etiqueta) são renovadas. Tudo isso revela uma cozinha francesa inovadora, original, demonstrando que para os franceses a certeza que a sua forma de comer era superior a de todos os outros povos da Europa. E tal constatação é comprovada pela leva de estrangeiros que visitam a França e comprovam a superioridade francesa no domínio da cozinha e da mesa.
Ao longo do séc. XVII, a afirmação da cozinha francesa colocada acima é iniciativa da realeza sob Luis XIV, o Rei Sol. O refinamento proveniente da Corte engendra um vasto movimento de renovação dos costumes e práticas alimentares. Os cozinheiros franceses passam a privilegiar os cozimentos, deixando as carnes com o máximo de sabor, o que permitiu que se desenvolvesse em França uma produção de carne da mais alta qualidade. Junto à carne de boi se exigiu legumes frescos e de sistema de manutenção de alimentos como os peixes e frutos do mar, isto é, oferecer sempre peixe fresco. Desta forma, a grande novidade desta cozinha do séc. XVII é privilegiar os sabores naturais dos alimentos (algo até então inédito).

O séc. XVIII viu surgir uma individualização da comida, isto é, um prato e seus talheres para cada pessoa. A mesa deixa de ter um serviço coletivo e cada pessoa terá um couvert para si. É desta época o início do uso mais freqüente do garfo, que trouxe consigo novos pratos, e novas práticas alimentares. Desta forma, a França vai rompendo com os costumes medievais aonde todos se serviam num prato comum e com as mãos. Foi ao longo do Séc. XVIII que surge os fundamentos da refeição moderna: a elegância da mesa, a etiqueta, o comportamento à mesa para comer e para beber. No séc. XVIII, a forma de dispor a comida nos pratos foi fortemente influenciada pelos acompanhamentos e com a conseqüente expulsão da ditadura do alho e da cebola: legumes, vegetais, os verdes, os temperos passam a dar cores aos pratos. Desta forma, a França promove a substituição da cozinha do olfato pela cozinha do olhar. Na verdade o Antigo regime (da realeza) ao realizar os famosos Banquetes de Estado que fizeram a fama do Palácio de Versalhes, produziu pratos que eram concebidos e apresentados de modo a realçar e divulgar grandeza da cozinha francesa. Neste período os cozinheiros franceses já eram considerados os melhores do mundo. Desta forma a realeza se vangloriava de promover a doçura do bem viver (frase de Talleyrand), que enaltecia o orgulho francês de ter a melhor cozinha do mundo.
Ainda no séc. XVIII, antes da revolução Francesa, se inventou em Paris o restaurante. Esta constatação começa por demolir a versão clássica, e reforçada, como no filme “A Festa de Babette”, que, segundo SEVCENKO, “vê à culinária francesa como uma das grandes conquistas da Revolução Francesa” (1). Há duas versões sobre a invenção dos restaurantes: 1. Aquela exposta por FLANDRIN & MONTANARI (2), demonstrando que M. Boulanger, também conhecido como “Champs d’Oiseaux, um padeiro e vendedor de sopas, resolveu colocar em seu estabelecimento perto do Louvre, algumas mesas a disposição a disposição dos seus clientes, que até então tomavam seus caldos restauradores em canecas e em pé. E com o aumento da clientela que passou a exigir além dos caldos restauradores, outros pratos, M. Boulanger passou a servir pratos com alimentos sólidos em porções individuais. A partir de então, ele foi seguido por outros imitadores e estava então inventado o restaurante na França, com um novo profissional o Restaurateur e um novo tipo de negócio, o Restaurante; 2. a outra versão sobre a invenção do restaurante, parte de SPANG (3) que atribui à Marthurin Roze de Chantoiseau a criação destes paraísos dos sabores. Sendo uma figura conhecida, Chantoiseau fixou residência em Paris em 1760, em plena conjuntura de crise econômica da França em face da sua dívida interna. Em Paris, a partir da fortuna herdada do pai, um rico latifundiário e mercador, Roze de Chantoiseau, após algumas tentativas de elaboração de projetos para ajudar a França a sair da sua crise, em 1765 abriu as portas do primeiro restaurante. A intenção era, através dos restaurantes, “fazer circular o dinheiro, que ajudaria a melhorar a situação econômica francesa “(4).

Após a revolução francesa, muitas pessoas que vinham a Paris buscavam estes lugares mais simples que servia uma comida também simples, mas reconfortante. Entretanto haviam chefes de cozinha desempregados, cujos patrões membros da alta nobreza, haviam fugido da revolução. Estes chefes, obrigados a encontrar uma outra maneira de realizar o seu trabalho, acabaram abrindo os seus próprios restaurantes, e tornando a cozinha artística dos grandes mestres, antes só encontrada nas residências dos ricos e poderosos, agora acessível ao grande público que pudesse pagar por ela. Nasce assim o grande restaurante em França, um produto autenticamente francês, desconhecido até então, com uma cozinha superior, um salão elegante, garçons eficientes e uma adega cuidadosa e selecionada. Tais predicados se espalharam pelo mundo, tornando a cozinha francesa famosa e respeitada. A partir daí, toda uma cultura culinária começou a florescer. Desenvolveu-se uma verdadeira “ciência da mesa”, e em 1801 foi criado o termo gastronomia para designar o que Montaigne chamava de “ciência da gula”.
Para aqueles que estudam a História da Alimentação, os discursos gastronômicos evoluem em função das mutações técnicas, econômicas, estéticas, sociais e políticas, como a colonização (e o contato com outros povos), os fenômenos imigratórios, as relações internacionais, as conseqüências das guerras e hoje em dia em função da globalização. Nesse sentido, os alimentos não só alimentos, eles são atitudes, protocolos, convenções. Nenhum alimento que entra em nossas bocas é neutro. O alimento é uma categoria histórica e a formação do gosto alimentar não se dá exclusivamente por seus predicados biológicos e nutricionais.

No final do séc. XVIII, quando Napoleão chega ao poder e depois invade a Europa e o Oriente, os seus soldados portam na ponta das baionetas a obra dos direitos humanos e atrás deles seguem exércitos de cozinheiros, cabeleireiros, professores de danças: é a civilização francesa se expandindo pelo mundo. Nesta época destaca-se o cozinheiro-chefe Carême, considerado um dos mais renomados expoentes da culinária francesa. Carême foi contemporâneo de Brilhat Savarin, famoso autor da obra “A Fisiologia do Gosto”. Deve-se a Carême a invenção do vol-au-vent.

É importante destacar que os predicados da cozinha francesa são produtos da efervescência da sua história e da sua cultura. Há ainda a Geografia da França, oferecendo diversos tipos de clima e quatro fachadas marítimas. Possuiu também um império colonial rico em possibilidades agrícolas e fontes generosas de alimentos. Tudo isso estimula as trocas e influências inter-regionais e com o Exterior. De todas esta simbioses emerge a identidade nacional francesa, expressa na cozinha e na mesa francesa.
Na França os cozinheiros são respeitados, os Chefs são admirados e os Grandes Chefes são honrados tanto quanto os chefes militares. Desta forma foram cozinheiros que se tornaram famosos como Paul Bocuse e Pierre Troigros, conceberam a nouvelle cuisine, denominação francesa para uma total renovação da culinária ligada à cultura pós-maio de 1968. Trata-se de uma nova concepção de se preparar os alimentos, usando-se, sobretudo, ingredientes frescos, de temporada, processo de cozimentos curtos, cardápios leves, evitando-se marinadas, fermentações e molhos a base de farinha, manteiga e caldos. Trata-se de uma cozinha clássica, estética e muito artística na sua apresentação.

Para compreender a cozinha francesa é preciso conhecer com que detalhes ela lida. As riquezas culinárias da Ile-de-France, com seus patês de enguia da cidade de Melum e os cogumelos e presuntos de Paris. Da Normandia vem o leite, a manteiga, a nata, os peixes do mar, as aves, os queijos em grandes variedades, os ovos, as cidras e o Calvados. Da Bretanha, vêm os mariscos, crustáceos e os peixes, sendo famosa também por seus legumes: ervilhas, repolhos, couve flor, alcachofras e cebolas. Da região da Champagne vêm a Champagne, as trutas e as caldeiradas. Da Borgonha chegam os vinhos tintos mais famosos, como o Conti Romanée e também vinhos brancos, mais os legumes, a caça abundante, os peixes de rio, o gado de primeira qualidade, as frutas e a mostarda de Dijon. Enfim, ficar-se-ia muito tempo falando das grandes relíquias alimentares da França, que possibilitam a melhor cozinha do mundo. Desta forma, um país que consegue codificar 297 formas de preparar o ovo (com mais de 125 tipos de omelete), faz a história no campo da gastronomia.

Nos últimos tempos a cozinha francesa tem começado uma nova diversificação: Há cozinheiros como Alan Passard que abandonou a cozinha das carnes e se concentra numa alta gastronomia de legumes, onde o legume é o alimento principal, como as beringelas da Bretanha, que é o nome do prato principal. Assim como Pierre Gagnaire que joga forte no prato das langustines na manteiga de nozes.
Há uma nova cozinha na França? Em recente evento em Tours/França, intitulado ”Novas Tendências Culinárias” (5) foi constatada a realidade de que não há como abstrair as influências da cozinha molecular na culinária francesa. De qualquer maneira, desta resistência da nouvelle cuisine face às inovações da cozinha contemporânea, quem ganha é a clientela, ávida pela boa comida.

Referências Bibliográficas

(1) SEVCENKO, Nicolau. A síndrome da vaca cega. S. Paulo: Carta Capital, 24/jan/2001, p. 73.
(2) História da Alimentação/ sob a Direção de Jean-Louis Flandrin & Massimo Montanari. S. Paulo: Estação Liberdade, 1998, p. 755.
(3) SPANG, Rebecca L. A Invenção do Restaurante. Rio de Janeiro: Record, 2003, p. 27.
(4) LORENÇATO, A. E a democracia do paladar mudou. S. Paulo: Gazeta Mercantil, 12/13 out/2002, p.9.
(5) Forum “Nouvelles Tendances Culinaires”. Tours (França), IEHCA, 02/03 dez/2005.

Principais Variedades de Uvas Viníferas

- Uvas Brancas

Chardonnay 
Sua terra natal é Bourgogne, na França onde, durante anos, foi a única variedade responsável pela produção de vinhos brancos finos, sendo até mais conhecida do que os célebres vinhos Meursault ou Montrachet. A Chardonnay é a variedade mais nobre para a produção dos vinhos brancos.
A colheita da Chardonnay é uma hora crucial para a produção do vinho: ela deve ser colhida no momento ideal, pois com o avanço do amadurecimento a perda da acidez seria fatal para o vinho produzido.

Na Bourgogne a Chardonnay amadurece uma semana antes que sua conterrânea Pinot Noir, que produz vinhos tintos, mas conserva sempre uma regularidade e normalmente produz vinhos com alto teor alcoólico. Um Montrachet, por exemplo, alcança facilmente os 13º GL de álcool, embora a Bourgogne tenha uma tendência natural a chaptalização (adição de açúcar ao mosto).
A Chardonnay consegue manter suas características mesmo sendo cortada (assemblage) com outras variedades. Seus aromas frutados mais facilmente reconhecidos nos lembram a maçã, o abacaxi e o melão entre outros. A Chardonnay é uma variedade muito versátil, podendo produzir diferentes estilos de vinhos. Vejamos alguns exemplos:

No Mosel e no Vouvray, onde a fermentação é longa e à baixa temperatura e um engarrafamento precoce, temos um vinho de característica frutado e estruturado;
Fermentação em pequenos barris de carvalho com capacidade de 228 litros, a piéce de Bourgogne temos um vinho com aromas mais complexos, de defumados, de baunilha;

Na Champagne, onde é colhida mais cedo, entra na composição do vinho espumante de mesmo nome para lhe conferir elegância; no restante do mundo produz também vinhos espumantes de altíssimo nível;

Quando colhida tardiamente, produzindo assim vinhos botritizados (as uvas são atacadas por um fungo - Botrytis cinerea - e desidratam, concentrando os açúcares), nas regiões da Mâconnais, na Romênia e na Nova Zelândia.

Sauvignon Blanc
Cultivada principalmente no Vale do Loire e em Bordeaux, na França, onde é a responsável pela produção de vinhos brancos finos como o Pouilly-Fumé, Sancerre Blanc e todos os Bordeaux brancos.
Também é encontrada facilmente em todas as regiões do novo mundo como Chile, Argentina, Brasil, Califórnia, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, onde se adaptou muito bem e produz um dos melhores Sauvignon Blanc do mundo.

Exprime o melhor de si nos climas frios, exaltando sua vivacidade e intensidade aromática. Facilmente reconhecível pelas notas vegetais e minerais, dá origem a vinhos interessantíssimos e de grandíssima personalidade. Seu bom frescor e elegante agressividade gustativa harmonizam-se com pratos perfumados e saborosos como aspargos e hortaliças, massas com molho de tomate, queijos de cabra e pratos orientais.
Em corte (assemblage) com a uva Sémillon e atacada pela "Botrytis cinerea" (podridão nobre), produz os grandíssimos vinhos doces de Sauternes, uma região bem ao sul de Bordeaux.

Gewürztraminer
Variação de uma uva chamada Traminer, a Gewürztraminer tem como principal característica o grande e intenso aroma (que neste caso podemos chamar de perfume). Gewürz em alemão significa especiarias.
Plantada vastamente na região da Alsácia, na França e em Pfalz, na Alemanha, produz vinhos muito doces para acompanhar sobremesas e vinhos secos muito aromáticos. Encontramos essa também no novo mundo (Américas, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia), mas o melhor clima para sua adaptação é o frio. 

- Uvas Tintas

Cabernet Sauvignon
Sua terra natal é Bordeaux, na França. É uma variedade de uva renomada em todo o mundo para a produção de vinhos tintos e encorpados.
A partir de sua base em Bordeaux, onde invariavelmente é cortada (assemblage) com outras variedades, alcançou outras regiões vinícolas na França e no velho mundo (Itália, Portugal e Espanha) e no novo mundo (Argentina, Chile, Califórnia, África do Sul e Austrália), onde tem sido cortada com variedades nativas e tem produzido vinhos varietais.

É a variedade mais importante na região de Bordeaux, principalmente no Médoc e Graves, duas sub-regiões , principalmente para os Grand Crus. As características dos vinhos produzidos com essa uva são a cor bem escura e profunda, um bouquet bem marcante lembrando principalmente o cassis e um sabor onde o tanino (substância que dá adstringência ao vinho tinto) é bem presente quando jovem e fica bem macio e elegante quando o vinho envelhece.

E o que faz a Cabernet Sauvignon ser facilmente reconhecida, não é o seu aroma primário (de frutas como o cassis ou lembrando ainda o pimentão verde), e sim sua estrutura e sua facilidade de se adequar às diferentes safras com suas diferentes características.
Talvez o mais extraordinário aspecto da Cabernet Sauvignon seja a sua resistência às mudanças tanto de solo quanto de clima/microclima, para poder fincar suas raízes em terras tão distantes e mesmo assim produzir vinhos que sejam prontamente reconhecidos como Cabernet Sauvignon, independentemente das circunstâncias.

A superconcentração de cor conferida ao vinho pelas cascas da Cabernet Sauvignon durante a vinificação, é um aspecto importante para os vinhos elaborados para longa guarda, normalmente vinhos ricos em extrato, densos e envelhecidos em carvalho.

Merlot
Cultivada em Bordeaux, na França, é uma variedade de uva renomada em todo o mundo para a produção de vinhos tintos finos e muito elegantes.
A sub-região de Bordeaux onde predomina é Pomerol, que produz um vinho famoso, conhecido, renomado e reverenciado, o Château Pétrus que é produzido na grande maioria das safras com 100% de Merlot.

Quando vinificada sozinha, esta uva produz vinhos macios, de boa estrutura, aromáticos e de grande elegância; quando vinificada em corte (assemblage) com Cabernet Sauvignon, as características da "parceria" são exaltadas, lapidando-lhe a aspereza. Suporta bem o amadurecimento na madeira e alcança ótimos resultados em todas as latitudes, no velho mundo (França, Itália, Espanha, Portugal e o restante da Europa) e no novo mundo (Chile, Argentina, Brasil, Califórnia, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia).

Pinot Noir
Principal variedade de uva da região da Bourgogne é uma das mais inconstantes e problemáticas para a produção de tintos. Apesar de seus caprichos, quando chegam às mãos habilidosas e competentes dos produtores, se transformam nos mais suntuosos e aveludados vinhos da Cote D'Or.
A Pinot Noir é encontrada hoje em todas as regiões vinícolas do mundo, salvo as regiões mais quentes que produziriam vinhos sem mostrar toda a sua tipicidade.

Enquanto a Cabernet produz vinhos que encantam a mente, a Pinot Noir possui um fascínio decididamente mais sensual e transparente. Os produtores da Bourgogne já a utilizam para expressar a geografia local, mostrando toda a variedade de aromas e sabores de cada "appelation".
A característica mais comum da Pinot Noir em todo o mundo é um certo aroma adocicado e nível de tanino e pigmentação inferior a outras grandes variedades, como por exemplo Cabernet Sauvignon e Syrah.

Pinotage
A marca registrada da África do Sul é o tinto Pinotage, uma uva que surgiu em 1925 a partir do cruzamento entre Pinot Noir e Cinsault, que era conhecida naquela época como Hermitage. A união não só das uvas, mas de seus nomes criou o Pinot-Age. Seu aroma era muito característico costuma exibir notas de amêndoas tostadas no fim-de-boca. Os melhores produtores conseguem elaborar vinhos poderosos, de longa guarda e de aromas e sabores de pequenas frutas pretas.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

STEAMY KITCHEN

Fast, fresh and simple for tonight’s dinner.
Este site é uma opção para quem quer diversificar suas receitas e aprender novos conceitos!! DIVIRTAM-SE...

Sul Matogrossense de Coração

COZINHA REGIONAL SUL-MATO-GROSSENSE

Para falar da culinária regional sul-matogrossense, é preciso lembrar da formação histórica da região em dois períodos distintos. Um, quando por falta de ligação interna e terrestre com as outras cidades brasileiras, vivia isolada, sob a influência dos países de língua platina. Outro, depois que se estabeleceram comunicações ferroviária com São Paulo, quando a região passou a se relacionar com o restante do país.

Da influência com os países vizinhos, nasceu a maioria dos pratos mais famosos. O acentuado cosmopolitismo que se verificava na região (houve época em que a população de Corumbá se compunha de 50% de estrangeiros) trouxe como conseqüência a adoção de cozinha e hábitos caracteristicamente de origem oriental, argentina e paraguaia.

Antes de se estabelecer a ligação direta com as grandes capitais brasileiras, o famoso puchero - nome dado ao cozido - era uma especiaria indispensável dos hotéis das cidades das colônias platinas. Mesmo nas casas mais humildes, o puchero era adotado como prato da casa.

Do Paraguai veio o hábito do tereré, importado através de Ponta Porã e Bela Vista, zona de ricos ervais, servido com água em temperatura natural ou gelada, é muito usado nos campos. Tomado só ou em grupo disposto em círculo, proporciona momentos de descontração e integração.

A chipa, uma espécie de pão de queijo de forma redonda ou oval, também é de influência cultural paraguaia. Além dela, há a sopa paraguaia, uma deliciosa torta que pode ser comida a qualquer hora do dia. A sopa paraguaia é sólida e não líquida como poderia deduzir pelo nome, pode ser encontrada em casas de venda de salgado, confeitarias, bares e até mesmo em tabuleiros de vendedores ambulantes.

Depois da chegada da estrada de ferro Brasil-Bolívia e da ligação Corumbá- Santa Cruz de La Sierra, um outro elemento culinário passou a ganhar prestígio nas mesas e costumes do pantaneiro: a saltenha, que parece ter sido introduzida na década de 1930, época da construção da ferrovia. A saltenha é um salgado feito com recheio de galinha ou carne.

Outro prato boliviano que compõe a culinária regional é o arroz boliviano, uma espécie de risoto de forno, preparado com ervilhas, banana da terra frita, pedaços de galinha, ovos cozidos e milho verde.

A culinária cuiabana, a mais tradicional e a mais típica de todo o centro-oeste, também exerceu influência na mesa do pantaneiro. Está representada através da farofa-de-banana, farofa-de-carne (matula de fácil manejo e transporte), o pacu assado, frito ou ensopado, o caribéu, abóbora com carne seca, o licor de pequi- fruta nativa da região, o furundu - sobremesa feita com mamão e rapadura de cana, entre outros.

O peixe é um alimento bastante popular ao paladar do pantaneiro, mas a carne bovina em abundância é a preferida, muito usada nas mesas da região, geralmente acompanhada de mandioca cozida.

Imagens do meu estado: 
 
Bugrinhos da Conceição
 
Pantanal Sul Matogrossense


Bonito-MS
Campo Grande/MS - Capital

Fonte: MATOGROSSO, Tânia Mara. Culinária Regional. Em http://www.pantanalms.tur.br/  Consulta realizada em novembro de 2007.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Confort Food - Confortando a Alma!

Há 22 anos, me lembro como se fosse hoje, eu tinha apenas sete anos, passava as minhas ferias na fazenda de um tio meu. Eu acordava todos os dias bem cedinho, pegava a minha caneca preferida enchia de Nescau e ia para o mangueiro pegar um pouco de leite, diretamente da fonte, você consegue imaginar isso? Em seguida eu voltava para a sede, entre galinhas e carneiros, parece hoje, que saudade! De longe eu escutava a minha tia me chamar "Junior, vem logo, a comida vai esfriar". E logo pensava "que mentirosa, no fogão a lenha nada esfria".
Então eu entrava na cozinha e sempre via, em cima do fogão a lenha, vermelho, todo lascado, com aquela chama linda saindo pelos poros dele, uma carne de porco na lata, como se fosse um confit suíno, um arroz carreteiro "só de falar me da água na boca", ovos cozidos e fritos, uma paçoca pantaneiro "divina" um pão caseiro com aquela cor que não existe em lugar nenhum, mandioca frita, um queijo caipira feito no dia anterior e aquele doce de leite, que tenho certeza que jamais irei comer igual.

Às vezes me pego pensando, e logo vem aquele sorriso vistoso, incontrolável! Essa é a minha história, essa é a minha comidinha preferida, na verdade era apenas o café da manha! E hoje tento passar isso para a minha filha e fazer com que ela entenda o que ha de mais precioso nesse mundo! Uma comida que conforta, conforta o momento, conforta a história e a cima de tudo, conforta a alma!

Momentos são feitos, e lembranças são marcadas, não no peito e sim no estomago!!
por Marcilio de Souza

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A mitologia e o Vinho

Quando aqui falei das origens, ao final da estória, da lenda árabe me referi a uma outra hipótese, que para alguns é ainda mais fascinante, trata-se do mito da criação do vinho por Dionísio (Bacco na Mitologia Romana).

Conta-se que Zeus, o deus do Olimpo, namorava Sêmele, uma mortal, tudo normal se Zeus não fosse marido de Hera. Nessa época os “homens” pulavam a cerca e o mais impressionante era que a mulheres sempre desconfiavam e acertavam quem era a rival.

Com Hera não foi diferente, mas de maneira inteligente e astuta, conseguiu se tornar amiga e confidente de Sêmele a tal ponto dela promover um pedido de prova de amor para que esse pretendente da “amiga” realmente demonstrasse seu interesse e comprometimento. Sêmele argumentou que não havia essa necessidade, dizia que era um homem poderoso e que a ela tudo fazia para satisfazer suas vontades e desejos. Mas Hera insistia engenhosamente até que Sêmele se convence que realmente era necessário.
Ao fazer seu pedido, Zeus logo descobre a passagem de Hera e insiste para não realizar o pedido de Sêmele, pois ela lhe pedia para que ele se mostrasse como ele realmente era. Bem ele usava a velha desculpa que um deus nunca pode se mostrar como ele realmente era pois causaria danos irreparáveis. Mesmo assim Sêmele não deu alternativas a Zeus e ele teve que faze-lo, e como ele anunciara tudo veio abaixo, a casa caiu, ele se mostrou como era.

Houve um grande incêndio, uma grande destruição e Sêmele faleceu. No entanto ela estava grávida e Zeus retira o filho do ventre da mãe e o coloca em sua coxa para a que gestação pudesse terminar (não posso me conter, esse é realmente e único caso de um filho feito nas coxas, os outros foram por jurisprudência...).

Quando nasce a criança Zeus o coloca para ser criado longe do Olimpo, temendo que Hera finasse a vida desse seu filho, assim nasce Dionísio, um semideus criado por ninfas, sem mãe e bem distante de seu pai.
Conta que após todo esse período acima, Dionísio viaja por toda Ásia tentando se curar, mas só quando encontra a deusa Cíbele que ele vai ser sarado e iniciado nos ritos religiosos.

Quando decide voltar à Grécia, conta-se que numa manhã Dionísio se levanta sai da gruta (caverna) onde vivia aproxima-se do parreiral à sua frente espreme alguns cachos de uva e cria o vinho. Assim se deu o mito da criação do vinho.
 
 Simbolicamente o vinho, na mitologia grega, representa a porta de entrada ao sagrado, a mitologia conta que ao beber dessa bebida divina o ser mortal poderia expandir sua consciência e conhecer o sagrado, sair do mundo profano. Assim Dionisio passava pelas cidades oferecendo seu vinho, e aquela que não bebia ele mandava para um vale de sombras, mas o que bebia, vivia da alegria, do encontro e do inusitado.

Dizem, em algumas suposições, que Dionísio cresceu numa região que provavelmente é o que conhecemos hoje como Romênia, e em sua passagem fica marcada por um gênio espirituoso e de metamorfose, daí ser conhecido pelo deus que nunca se apresenta como é, optando por uma forma animal (provavelmente Dionísio inspira a lenda do vampiro e do lobisomem). Dionísio cresce aparentemente desequilibrado, fruto da constante perseguição de Hera e é atribuído a ele outros títulos (deus da vegetação frutífera, representante do caos primordial, da noite, do mistério e do enigma) antes dele se tornar o deus do vinho e do teatro.
Dionísio conheceu e se apaixonou por Ariadne que lá havia sido abandonada por Teseu . Fez da jovem sua esposa e com ela teve Enopião, Toante, Estáfilo e Pepareto; de seu romance com Afrodite nasceu Priapo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Licor Amaretto

Licor feito na Itália, o Amaretto é feito da infusão básica de damascos e caroços de drupas, tais como pêras. Apesar de possuir apenas 10% de amêndoas, estas sempre se sobressaem no seu sabor. Também é relacionado como biscotto amaretto. Sua primeira produção aconteceu em Saronno (1525), em homenagem ao pintor Bernadino Luini.

História Amaretto 

A família Lazzaroni de Saronno, Itália, reivindica o título de inventores de amaretto. Eles inventaram os biscoitos amaretto Lazzaroni cerca de 1786 para o rei da região. Então, em 1851, que criou o licor Amaretto, que consistia de uma infusão de seus cookies com um pouco de cor caramelo.

Outra lenda da família Reina (que anteriormente trabalhou para a família Lazzaroni) fala de amaretto sendo criada por uma viúva que posou para o pintor renascentista Bernardino Luini, em 1525. A viúva caiu no amor com o pintor e fez sua poção amaretto para ele. Sua receita original tem sido alegadamente, transmitida de geração para geração sem mudar e é atualmente comercializado como Disaronnoâ ® Originale licor.