sexta-feira, 18 de junho de 2010

JAPONESES FESTEJAM MISCIGENAÇÃO DA CULTURA

COM 102 ANOS DE HISTÓRIA NO BRASIL, JAPONESES FESTEJAM MISCIGENAÇÃO DA CULTURA
Redação MS Record
A imigração japonesa completa nesta sexta-feira (18) 102 anos. Para celebrar a vinda dos japoneses ao Brasil, a associação nipo-brasileira realiza a semana da cultura japonesa, em Campo Grande. Uma oportunidade de apreciar os costumes da terra do sol nascente.

Culinária, musica, dança, artesanato e história de um povo que, se não fosse pela fisionomia, hoje, dificilmente conseguiríamos distinguir, de tão arraigadas que estão as duas culturas. Os olhos puxados, já não são tão puxados. É uma nova geração. Fruto da miscigenação, palavra que poderia ser incorporada no dicionário, como sinônimo de povo brasileiro. Segundo o Cônsul-geral do Japão, Kazuaki Obe, muitas pessoas estão se casando com brasileiros, e muitos brasileiros casando com japonesas. “Essa identidade que está se formando através do multiculturismo é muito importante. O próprio sobá, que é um prato típico de Okinaua, no Japão, sofreu uma transformação, ele está ajustado ao paladar do povo brasileiro”.

 Em 18 de junho de 1908 chegava no porto de Santos o Kasatu Maru, navio que trouxe 165 famílias japoneses. Grande parte desses imigrantes era formada por camponeses que vieram trabalhar nas prosperas fazendas de café do interior de São Paulo. Nem todos se adaptaram.

Alguns foram trabalhar nas estradas de ferro que na época desbravavam o interior do país. Em Campo Grande, duas frentes se encontraram. O ano era 1914, o resto da historia você já conhece basta olhar para o lado.Basta sentir o aroma do pastel para lembrar de feira, e o que dizer do sobá que teve sua receita tradicional alterada para atender ao paladar do Campo-grandense e hoje faz parte da nossa cultura. E o sushi, quem diria, peixe cru? E não é que de uns tempos para cá essa iguaria oriental caiu no gosto popular?

“Você vai à churrascaria é cheia de gordura, vai na pastelaria, cheia de gordura, você vai na masseria então, é pior ainda, porque tem a massa o queijo, e tudo isso não é saudável. Um bom alimento é isso aqui (sushi), e o pessoal está sentindo isso”, diz o sushi-man Kengo Ishikawa.Como traduzir o sentimento que move um músico, filho de um russo com uma sérvia que se encantou pela flauta japonesa e hoje é mestre em chacurrati?

 Danilo Tomic, que morou na Alemanha por um tempo, ouviu pela primeira vez o instrumento em Berlim. “Aquilo me chamou muito a atenção porque eu mesmo sendo músico ouvi na flauta um som com profundidade que eu nunca tinha ouvido nos outros instrumentos ocidentais”.

Nosso povo é mesmo assim, acolhedor, apaixonado. Somado a essa gente que, como ninguém, entende o valor da palavra amizade, o resultado não poderia ser diferente, somos muitos e somos um só. Quando nos permitimos sermos irmãos.

Cultura, amizade, harmonia e paz em Mato Grosso do Sul, isso seria importante, e ficaria muito feliz, declarou o presidente da Associação Nipo-brasileira, Bernardo Tibana.

Vale a pena conferir. A entrada é de graça. O evento vai até sábado (19), cada noite tem uma atração diferente. Os portões da festa abrem às 19h. A sede campestre da Associação Nipo-brasileira, local do evento, fica na BR-262, quilômetro dois, saída para Três Lagoas.

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