quinta-feira, 10 de setembro de 2009

E viva o Porto!!!!

10 DE SETEMBRO - DIA MUNDIAL DO VINHO DO PORTO

O Vinho do Porto é fruto do esforço dos vinhateiros que há centenas de anos cultivam a terra pedregosa e acidentada do vale do Rio Douro, no nordeste de Portugal. O Douro foi a primeira região vinícola a ser demarcada em todo mundo. Em 10 de Setembro de 1756, por inspiração do Marquês de Pombal, foi instituída a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro - daí a origem da comemoração do dia mundial. No ano seguinte, foram colocados os marcos de granito que delimitaram os contornos das áreas de produção. A Região Demarcada do Douro começa 96 km a leste da cidade do Porto e estende-se até a fronteira com a Espanha. Divide-se em três sub-regiões: Baixo Corgo, nome de um afluente do Douro, Cima Corgo e Douro Superior.
O solo é dominado por pedras duras de xisto, rodeado de granitos. Durante mais de um século, o homem do Douro quebrou a rocha para plantar os vinhedos nas encostas do rio. O clima é rigoroso, com verões longos e escaldantes, e invernos chuvosos e frios. A recompensa para tanto sacrifício é o vinho inigualável.

A região produz brancos e tintos de mesa. E também o Porto, um vinho chamado generoso ou fortificado, pois tem adição de aguardente vínica. O processo ocorre durante a fermentação do mosto, ou seja, do caldo da uva. Quando a aguardente é acrescentada, cessa o trabalho das leveduras e a fermentação é interrompida. Por isso o Porto apresenta elevado teor alcoólico, de até 20% por volume, e mantém parte do açúcar natural da uva. Daí ser normalmente doce, o que o inclui entre os melhores vinhos do planeta para a sobremesa ou para terminar uma refeição.
Como outros vinhos, pode ser tinto ou branco. O tinto tem mais fama e é apresentado em diversos estilos. Os tipos mais comuns são o Ruby e o Tawny, feitos para beber jovens. Nas categorias superiores se encontram os Tawnies envelhecidos em madeira (10, 20, 30 ou 40 anos); o Colheita (de uma única safra e com estágio mínimo de sete anos em barril de madeira); o LBV (Late Bottled Vintage, fruto de uma única vindima e engarrafado entre o 4º e o 6º ano); e o Vintage, a jóia da coroa (resultado de uma colheita excepcional e obrigatoriamente engarrafado entre o 2º e o 3º ano após a vindima).
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