segunda-feira, 22 de junho de 2009

Pimenta

Recentes estudos têm apontado também os benefícios da pimenta, alimento culturalmente considerado “veneno”, principalmente para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão. O consumo em excesso de pimenta pode levar a problemas de saúde, mas seu consumo moderado até faz bem.

Capsaicina é a substância contida na pimenta vermelha, que causa a sensação de ardor e é justamente essa substância a responsável por seus três efeitos farmacológicos: antiinflamatório, antioxidante e capacidade de liberar endorfina. No caso da pimenta-do-reino, essa substância é a piperina, que tem efeitos semelhantes. E ao ingerir alimentos apimentados, a capsaicina ativa receptores sensíveis na língua.



Diante da sensação de que a boca está “pegando fogo”, o cérebro recebe o estímulo de apagá-lo, liberando a endorfina, que causa uma sensação de bem-estar e faz da pimenta um alimento aconselhável para quem tem enxaqueca ou dores de cabeça crônicas. “A pimenta engana o cérebro, simulando um fogo que não existe. Com isso, o organismo produz uma substância benéfica à saúde, inclusive nos casos de depressão”, afirma a especialista.

A salivação, transpiração e o rosto vermelho, provocados pela vasodilatação causada pela pimenta, são, na verdade, uma defesa do organismo e nenhum dano físico pode ser causado por esses sintomas. E por outro lado, por ser antioxidante, rica em flavonóides e vitamina C (a pimenta tem seis vezes mais vitamina C do que a laranja), a pimenta pode ainda reduzir o risco de doenças crônicas como câncer de próstata, catarata, diabetes e mal de Alzheimer. Ela limpa o sangue, removendo substâncias tóxicas, que vêm da alimentação e poluição.


No caso de gastrite, a pimenta pode ser prejudicial, se ingerida em grande quantidade. Ela provoca o aumento das enzimas digestivas, inclusive as ácidas, o que agravaria a gastrite, mas, segundo o médico, nesse caso, a pimenta não é mais maléfica que o suco de laranja, refrigerante a base de cola, chips e abacaxi, alimentos que também não são aconselháveis a quem sofre de gastrite. Se não houver exagero, não tem nenhum problema.

A pimenta não causa mais acidez que esses alimentos. É claro que existem inúmeros tipos de pimenta. Se o consumidor temer a mais forte, que é a abanero, uma pimenta mexicana, ele pode optar pela pimenta-do-reino, que é a mais fraquinha. Para as pessoas que têm hemorróidas, a ingestão do alimento também não está proibida. “A doença é a dilatação de varizes na região do ânus, causada por sedentarismo, ingestão de gorduras e problemas cardiovasculares. Portanto, a pimenta não pode causar hemorróidas, apenas agravá-la, se for um consumo excessivo.” O mesmo alerta pode ser dado aos casos de hipertensão. Outro benefícios: Pimenta emagrece e reduz o colesterol


Por duas semanas, um grupo de ratinhos recebeu, todos os dias, uma pequena dose de extrato de pimenta-dedo-de-moça, a mais consumida no país. No fim do período, sangue foi coletado e comparado com o de ratinhos que não receberam a pimenta. O resultado impressionou os pesquisadores. “Nós tivemos uma redução bastante significativa, em torno de 45%, do colesterol total desses animais. Uma redução do colesterol total, tanto em humanos quanto em cobaias, mostra que há um risco menor do desenvolvimento de doença arterial coronariana ou aterosclerose”, diz a nutricionista da PUC-RS Márcia Keller Alves.
Em outras palavras: menor risco de enfartes. O que reduziu quase pela metade a gordura do sangue nos ratinhos foi a capsaicina, o princípio ativo da pimenta, que dá a ela o gosto ardido.


“É esse princípio ativo que faz com que a pimenta seja benéfica à saúde. Então, quanto mais picante mais capsiacina. E quanto mais capsiacina mais benefícios com o consumo da pimenta”, esclarece Márcia Keller Alves. A capsaicina atua em várias áreas do corpo: alivia dores de cabeça, controla os níveis de glicose no sangue, aumenta a capacidade pulmonar e ajuda no tratamento da rinite alérgica. É até um aliado para quem quer entrar em forma. “É uma substância estimulante do metabolismo. A pessoa passa a gastar mais calor através do que come. Então, isso ajuda na obesidade. Ela só vai se beneficiar com um ingrediente natural”, afirma o nutrólogo Carlos Alberto Werutsky.

Tipos de Pimenta:

- Pimenta Calabresa, Pimenta da Jamaica, Pimenta de Cheiro, Pimenta do Reino, Pimenta Caiena, Pimenta Cumari, Pimenta Jalapeno, Pimenta Malagueta, Pimenta Dedo-de-moça, Pimenta Síria, etc.
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